1 de set de 2010

DILMA DISLÓGICA

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Tenho extrema má vontade com personagens televisivos, especialmente com os entrevistados que aparecem nela todos os dias.

Há muito, no Brasil, é comum os presidentes da República terem cadeira cativa nos noticiários, principalmente no horário nobre, nem que apenas para dizer “oi, mamãe!”. Afinal, Governo que se preza abastece as grandes empresas jornalísticas com generosas verbas e isto justifica o espaço.

Lembro que quando Collor aparecia, com aqueles olhos frios e perversos, acionava o mute do controle remoto. Idem, depois, com FHC e seu insuportável sotaque caipira. Na vez de Lula eu não só clicava no mute como abria um guarda-chuva, principalmente quando a tevê reproduzia seus discursos. Ele fala cuspindo, nos dois sentidos, tanto saliva quanto besteiras.

As perspectivas são negras. Dilma (brrr!) Rousseff reúne as qualidades negativas de todos eles. O mesmo olhar frio e agudo – quando ela aparece na televisão a temperatura baixa uns três graus na minha sala – de Collor, um sotaque misto de mineiro, paulista e gaúcho e a mesma capacidade de falar sem dizer nada de Lula. Com um sério agravante: ela é dislógica, monocórdica e sua conversa não flui nunca. Ela não pega nem no tranco. Nunca um controle remoto será tão necessário.

Há tempos defendo que o aparelho de comunicação de massas mais útil dos últimos tempos não foi a televisão nem o rádio, foi o controle remoto. Ele é capaz de nos livrar instantaneamente de imagens, reportagens, entrevistas e puxassaquismos indecorosos.

Mas a comunicação de massas evolui, também, em outros canais. A Internet, por exemplo. Através dela você é capaz de vislumbrar, com bastante nitidez, fatos e acontecimentos futuros. Quer saber como serão os noticiários com Dilma na presidência? Veja o vídeo abaixo, que ganchei lá do César Valente.

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São doze minutos, mais ou menos, de tortura. Você, que é eleitor dela, tem obrigação de assistir na íntegra. Não dá? E como quer que nós a aguentemos por quatro anos? 

Se você é normal – isto é, não-eleitor dela – talvez consiga ver uns dois minutos. Com esforço, três. Com esforço sobre-humano, uns cinco. Se chegar ao fim, de duas uma: ou você dormiu durante o vídeo ou é discípulo de Leopold Franz Johann Ferdinand Maria Sacher-Masoch, aquele escritor austríaco de cuja obra surgiu a expressão masoquismo, que expressa o prazer obtido através da dor ou do sofrimento.

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