13 de mai de 2011

LULA, O PALESTRANTE

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Nunca entendi como algum órgão ou empresa pudesse pagar duzentos mil reais por uma palestra de Lula, embora aceite que cada um jogue fora seu dinheiro do que jeito que quiser.
Lula nunca leu um livro – e se vangloriava disto –, não tem formação superior e não detém conhecimento científico sobre assunto nenhum. Demonstrou-o cabalmente nos oito anos em que abusou de nossa paciência em discursos sobre estrados especialmente preparados – sempre foi um grande estradista –, nos quais geralmente abandonava o script e partia para os seus impagáveis improvisos.
Até agora supunha que essas palestras fossem uma espécie de ensaio para seus objetivos declinados em discurso de 15/10/2010, em Ananindeua, no Pará. As gafes provocaram muitos risos na platéia e nos companheiros de palco e ele anunciou que poderia tentar a carreira de apresentador quando terminasse seu mandato. “Se Silvio Santos permitir”. Leia, se quiser, aqui.
Se é isto, está no caminho certo. Em termos de bufonaria ele está a anos-luz de Faustão, Gugu, Silvio Santos e dos apresentadores do Pânico na TV. Só que para ser apresentador de TV é preciso trabalhar duro e isto talvez atrapalhe seus planos.
Dia 12 li que ele faria uma “palestra secreta”(?) a executivos da AmBev no resort Costa do Sauípe, no litoral da Bahia (mas como: a fabricantes de cerveja?). De acordo com a notícia, que pode ser acessada aqui, “a multinacional o contratou para animar uma reunião de executivos brasileiros e de outros países da América Latina”.
Então começo a entender. Ele não foi contratado para transmitir conhecimentos baseados na experiência adquirida nos longos anos de sua vida sindical, mesmo no governo. Ele foi contratado para “animar” a reunião, isto é, para divertir os convidados exercitando sua bufonaria em grande estilo, como nos improvisos presidenciais. Até a claque está garantida.
Mas continuo a não entender o alto preço pago. É muito, mesmo para alguém qualificado como ele. Tiririca certamente cobraria menos.
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