quarta-feira, 2 de março de 2022
O MAL ESTÁ SALIENTE
Como podem não acreditar que o mal está chegando?
Ele já veio tantas vezes da mesma forma insidiosa e dissimulada, com
promessas de bem e de paz. Depois transformou o Bem em Mal e a paz em guerra.
Como pudemos ignorá-lo? Por que deixamos que tomasse nossas vidas e apertasse
nossas gargantas sufocando-nos a liberdade?
Ele vem na barbárie disfarçada em sorrisos de hipocrisia elevada e na
mentira dos desgrenhados sem finalidades e oportunistas. Todos trazem na alma a
mesma sanha assassina que destrói a História e constrói escombros que os bons
têm que refazer depois.
Às vezes dá a impressão de que não vem, e recua. Mas isto faz parte do
engodo. Ele fica martelando em nossa volta e se prepara para atacar mais forte.
É precedido por eficientes sapadores de feições inexpressivas que nos convencem
do bem porque queremos ser convencidos. É mais confortável. Não são eles que
são espertos, nos é que somos bobos e acreditamos em quimeras.
Tantas vezes ele já veio e já se revelou e nos impôs sofrimentos e dores
e matou nossos irmãos e destruiu nossos bens e por que não conseguimos
decifrá-lo a tempo?
Como podemos não reconhecê-lo? O Mal nos vem tão escancaradamente
dissimulado que nem temos capacidade de enxergá-lo?
Quando percebemos ele nos dá um soco na cara; quando recobramos a
consciência, é tarde.
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terça-feira, 1 de março de 2022
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2021
ATÉ QUANDO?
PUNIÇÃO É PARA OS BONS
No Brasil só os bons, aqueles que cumprem suas obrigações sociais e
fiscais, é que são punidos. Bandidos e condenados são cobertos pelo manto da
impunidade que lhes é alcançado pela interpretação benéfica da lei que já é
benéfica por si e da vontade de juízes e tribunais em julgar de olho menos no
bem estar social e mais nas picuinhas da legislação. Para julgar, muitos não
partem do princípio de que o primordial a ser assegurado pelo Estado é o bem
estar de seus habitantes, mas sim da visão de que todo bandido é vítima da
política social e merece piedade e desculpas.
Aqueles que cumprem a lei e não praticam crime, mas uma vez ou outra
cometem alguma infração de trânsito, por exemplo, sofrem condenação imediata e
só lhes resta cumprir a pena, ainda que de multa. Ficarão sem seus direitos
políticos, digo, sem seus direitos de propriedade sobre o veículo até o
pagamento dos impostos anuais respectivos. Isto é que é justiça célere. O olho
de um radar ou de um guarda de trânsito tem mais força e finalística do que a
sentença de um juiz.
Porque no Brasil ninguém é preso em virtude de condenação a não ser que
o STF a confirme, em terceira instância, depois de um longo trâmite processual.
Não li ou ouvi, nos últimos tempos, qualquer notícia de que o STF tenha confirmado
definitivamente a condenação de algum réu. A maioria dos ministros segue a
orientação gilmarmendaciana, baluarte da defesa de que a condenação só vale
quando os 11 supremos homologarem. Até então é tudo provisório – no Brasil,
infelizmente, nada é mais definitivo do que o provisório, agora até na Justiça
– e a sentença do juiz, as confirmações dos tribunais de Justiça ou de
tribunais federais, e até do próprio STJ – se for o caso – não valem nada.
A posição do STF quanto a condenação em segunda instância é a maior
prova da megalomania que impera no seu âmbito. Jantares regados a vinhos
caríssimos e lagostas são fichinha perto disso.



