terça-feira, 5 de abril de 2022
O NOSSO QUIXOTE QUIXOTESCO
segunda-feira, 4 de abril de 2022
domingo, 3 de abril de 2022
PUTIN & HITLER
Não dá pra dizer
que a decisão de invasão da Ucrânia foi exclusivamente de Putin. Ele deve ter o
apoio de seus generais e da área militar.
Desde 2000,
quando assumiu o poder, ele faz uma faxina nos arredores da administração e
muitos de seus militares, aliados e oponentes tiveram a mesma sorte que, exemplifiquemos,
Celso Daniel teve aqui no Brasil.
Ele é discípulo
de Stálin – a quem tenta recolocar na galeria dos grandes heróis russos – que
fez o mesmo tipo de expurgo quando ditador. Eliminar adversários políticos, ou
quem não compactua dos mesmos entendimentos, é uma prática muito utilizada por
ditadores sanguinários. Mao Tsé-Tung fez isto na China. É outro exemplo dessa
degeneração moral. Essa gente não é bem certa da cabeça e dizimar mulheres,
homens, crianças, idosos e enfermos não os assusta nem deprime. Hitler adorava
uma cadela pastor-alemão chamada Blondi, mas nunca manifestou muita afetividade
por seres humanos, exceto por Eva Braun com quem casou 40 horas antes de
cometer suicídio. Levou-a junto. Isto é que é amor!
Por isto, os
assessores militares de Putin não são confiáveis. Eles só decidiram o que o
chefão queria que decidissem. Não se espere nada deles. São muito covardes.
Seguem a linha dos baba-ovos de Stálin, ainda que ali na esquina possam
encontrar o pelotão de fuzilamento mirando-lhes nos peitos cobertos de
medalhas.
sábado, 2 de abril de 2022
PEDIDO DE PRISÃO PARA PUTIN
NA RÚSSIA SE SOFRE ENGANADO
sexta-feira, 1 de abril de 2022
PUTIN É UM PÉSSIMO ALUNO
SE PUTIN OUVISSE LÊNIN, NOS POUPARIA DESSA GUERRA
Em
1920 a recém-criada União Soviética bolchevista reconheceu a independência da
Geórgia, governada pelos adversários menchevistas. Foi assinado o Tratado de
Moscou por Grigol Uratadze, pela Geórgia, e Lev Karakhan, pela Rússia, em 7 de
maio, reconhecidos direitos de igual para
igual.
Em
1922, com Lênin – que não desejava a sovietização da Geórgia – já em seu leito
de morte, Stálin determinou a invasão da Geórgia e sua retomada com mão de ferro, encarregando um
emissário violento, para quem todos os
métodos eram bons para a operação. A subjugação foi rápida e brutal e a
Geórgia voltou ao domínio soviético.
A
30/12/1922 Lênin assim se manifestou: Repito
que a brutalidade a informalidade administrativa, a intemperança de Stálin e
seu desprezo pelo patriotismo das minorias, ocasionaram desastrosas
consequências. O menosprezo aos sentimentos alheios é sempre um vil e estúpido
conselheiro (citado por Trotski na biografia staliniana) – in Stálin Pró e Contra, O Julgamento da
História, Edições Melhoramentos, 1971, página 78.
Putin está fazendo o mesmo na Ucrânia. Como fiel seguidor de Stálin, não aprendeu nada com a lição de Lênin.
FEIO NA FOTO
Eu
não sabia, ou não pensava, que Putin, além de louco, é troncho das ideias. Ele
não soube analisar o contexto da empreitada em que se meteu. Não calculou que
cada um luta com as armas que tem do melhor jeito possível. Também não calculou
o nível e o alcance das sanções que o Ocidente oporia à Rússia.
Decerto
imaginou que tais sanções seriam pífias e frágeis, sem consequências maiores,
como as que lhe foram impostas quando invadiu a Síria. Nesta, utilizou armas
químicas, e embora Obama tivesse assegurado que iria retaliar, deixou por isto
mesmo. Esse Obama!
Mas
as sanções aplicadas nesta guerra – para os putinescos, operação militar
especial – foram bem mais incisivas que aquelas, as de curto, médio e longo
prazo. As de curto prazo – como as de cunho creditício e financeiro – são
facilmente revogáveis, assim como o congelamento dos bens dos magnatas (eu
preferia que fossem usados na recuperação da Ucrânia). Mas mesmo que revogadas
hoje, levaria algum tempo para tudo voltar ao normal.
Mas
das multinacionais que abandonaram a Rússia, quantas pensarão em voltar, finda
a guerra? Quando é certo que encontrarão um país com a crise econômica agravada
pela invasão? A Rússia nunca foi uma potência econômica, apenas militar, e acho
Putin não pensou nisto antes de sua louca e sanguinária aventura.
Há
consequências que se projetarão indefinidamente. EUA e União Europeia costuram
acordo para reduzir a dependência energética da Rússia. E farão isto comercialmente
também. Ninguém, em sã consciência, faz negócios com velhacos. Isto projetará
consequências negativas incisivas e duradouras contra a Rússia.
A
Rússia já era e Putin também. Não sei como ainda não o depuseram ou suicidaram,
como soe acontecer por lá.
PUTIN É PARANOICO
Wladimir
Putin é paranoico. Tem mania de perseguição. Para ele, o Ocidente persegue a
Rússia, como se ela fosse uma cornucópia de mil fortunas, uma potência
econômica, e todo o mundo estivesse de olho nela para explorá-la e
vilipendiá-la. Na verdade, é uma potência apenas militar e às custas de um povo
sofrido e subjugado desde antes de 1917, com pequeníssimas lacunas no decorrer.
A
paranoia de Putin é o móvel da invasão da Ucrânia. Ele falou de
“desnazificação”, “desmilitarização” e deu outras desculpas esfarrapadas no seu
delírio esquematizado. Na verdade, além do sonho de ressuscitar a URSS, ele
pretende se apossar da riqueza ucraniana – que também não é lá essas coisas,
mas é potencialmente grande – e, como diz, evitar fronteiras com nações
integrantes da OTAN. Ele teme que o Ocidente, através da OTAN, invada e conquiste
a Rússia. Até hoje não vi país da OTAN invadir outro visando dominá-lo. Mesmo
os EUA, em suas intervenções, tenta restabelecer a normalidade interna e se
afasta.
A
Ucrânia, como nação soberana, tem todo o direito de escolher a quem se afiliar:
OTAN, Comunidade Europeia, Pacto de Varsóvia – que a Rússia deixou minguar –
sem que nenhum outro país tenha o direito de impedir, vizinho ou não. Nem a
Rússia! Seria como o Brasil invadir o Paraguai para impedi-lo de integrar a OEA
– Organização dos Estados Americanos (a comparação não é a mais adequada, mas
serve).
Putin
tem medo de invasão pelo Ocidente. Se alguém tinha o direito de temer uma
invasão, era a Ucrânia. Tanto que foi invadida. De acordo com a visão de Putin
era a Ucrânia que tinha o direito anterior de invadir a Rússia.
E o
que ele fez? Invadiu um país vizinho e saiu ladrando acusações como um cachorro
louco. Ou paranoico. E acusa outros daquilo que faz. Justificativa idiota e nada
inteligente. Mas tem gente que acredita.
FUGA DE BERLIM ORIENTAL
INTRODUÇÃO NARRATIVA
“Treze de agosto de 1961. Berlim é
dividida por concreto e arame farpado. Desafiando o tratado assinado com o
Ocidente, os comunistas separaram o Leste da cidade. Um milhão e meio de
homens, mulheres e crianças foram feitos prisioneiros arbitrariamente. Não
cometeram nenhum crime, mas são condenados pela vida. Para ganhar a liberdade
os habitantes arriscam suas vidas diante dos guardas armados. As brechas,
últimas chances de escapar, são rapidamente obstruídas. Um novo termo vem
enriquecer o vocabulário da vergonha: “O Muro de Berlim”. Ele não só separa
Berlim, mas o mundo livre do estado-prisão que é o comunismo”.
SINOPSE DA CONTRACAPA DO DVD:
“Em janeiro de 1962, 29
berlinenses orientais fugiram para Berlim Ocidental através de um túnel cavado
sob o Muro de Berlim (o líder do grupo, Erwin Becker, foi conselheiro técnico
do filme). A trama se inicia quando Kurt Schroeder (Don Murray), motorista de
um major da Alemanha Oriental, vê um amigo ser morto quando jogou seu caminhão
contra o muro. Ele é persuadido pela irmã do amigo, Erika Jurgens (Christine
Kaufmann), e pela própria família, a projetar uma tentativa de fuga para o
setor ocidental, cavando um túnel sob a parede próxima de sua casa. Seus
esforços para fugir das suspeitas da polícia, seu medo de traição por vizinhos
inquisitivos e o esgotamento da escavação são algumas das dificuldades
enfrentadas pelo grupo.”
CITAÇÃO FINAL
“O Homem, por natureza, foge do
confinamento.
Milhões permanecem presos, mas 28 seres humanos apreciam a felicidade de serem livres: livres para atravessar a rua, para passear em qualquer lugar, para falar sem sussurrar”.
A TRAVESSIA DE CASSANDRA
Imagine-se
num trem transcontinental com mais uns mil passageiros, que sai de Genebra,
na Suíça, para atravessar Basel, Paris, Bruxelas, Amsterdã, Copenhague e chegar
a Estocolmo, na Suécia.
Após a partida
descobre-se que no seu interior há um terrorista sueco contaminado com uma
bactéria mortal e altamente contagiosa, que ataca principalmente os pulmões (semelhança?
Mera coincidência). Os passageiros estão em risco. O terrorista atuara num
atentado frustrado contra uma posse militar americana e por isto o coronel da
Inteligência Militar dos EUA, Stephen Mackenzie, assume a crise. É auxiliado
pela especialista sueca em patologias Elena Stradner.
A retórica
americana: “Evitar o pânico. Não existe antissoro. A bactéria se espalha por
minúsculas gotas. Os primeiros sintomas são iguais aos de um resfriado comum. É
preciso controlar os passageiros. Todos estão indo para uma estação de
tratamento na Polônia”. A
estratégia é enganar o grupo de risco. Direitos básicos, principalmente a
liberdade, foram suprimidos.
O trem é desviado
para uma ferrovia em desuso na Polônia parando antes em Nuremberg, onde é
lacrado e os passageiros confinados, para “proteger a humanidade”. Os
“lacradores” recebem ordens de matar prontamente quem tentar fugir. O desvio
leva a uma ponte velha – e não a uma estação de tratamento na Polônia – que
desabará com a passagem, matando os passageiros. A humanidade estará salva.
No trem viaja um
“brilhante neurocirurgião”, Jonathan Chamberlain, que recebe as informações do
coronel americano e coordena as ações internas. Ele é inicialmente ludibriado,
mas percebe a maracutaia e a exata intenção americana. Então tentará salvar os
passageiros e se transforma em alguém que, hoje, seria chamado de
“negacionista”.
O filme “A
Travessia de Cassandra”, dirigido por George P. Cosmatos, é de 1976, estrelado
por atrizes e atores de renome na época, e demonstra que, de certa forma, a
humanidade é a mesma. Não evoluiu espiritualmente, apenas tecnologicamente. A
arte copia a vida e a vida copia a arte.
HITLER & PUTIN
HITLER: Com a
invasão na Polônia, em 1º/09/1939, Hitler deu início ao expansionismo
territorial germânico.
PUTIN: Em
24/02/2022 Putin invadiu a Ucrânia e deu continuidade ao expansionismo
territorial russo, iniciado com a anexação da Chechênia, da Geórgia e da
Crimeia.
HITLER: Hitler era nacionalista, imperialista
e belicista.
PUTIN: Putin é nacionalista, aliás, radical, e
também imperialista (no sentido atual) e belicista.
HITLER: Hitler era racista. Defendia a “pureza
de sangue” da raça ariana e determinou o extermínio de judeus e outras etnias
para purificar a Alemanha.
PUTIN: Putin quer “purificar a sociedade
russa”: “Estou
convencido de que uma autopurificação tão natural e necessária da sociedade só
fortalecerá o nosso país”, disse Putin em discurso transmitido ontem pela televisão pública.
quinta-feira, 31 de março de 2022
SANTA INGENUIDADE, BATMAN!
É
impressionante como os Ocidentais podemos ser ingênuos. Temos muito que
aprender com russos, chineses e outros orientais. Eles têm muito a ensinar no
campo da dissimulação.
Nossa
ingenuidade é tanta que acreditamos na afirmativa do Kremlin de que são
“alarmantes” os comentários de Biden: Putin é um “carniceiro” e é necessária a
“troca de poder na Rússia”. Eu também acho isto, e muita gente acha, só não digo
por que seria indiferente e ineficaz.
Mas
a Rússia se disse “alarmada” e a imprensa ocidental acreditou. A Casa Branca,
pressurosa, disse que não era bem assim, colocando água fria na falsa fervura. Das
péssimas relações diplomáticas atuais, nada surpreende nem alarma. E a Rússia –
especialista em assustar o mundo – não tem medo de cobra morta. Interpreta as
afirmativas de Biden no contexto em que foram ditas e em seu verdadeiro alcance,
embora posando de ingênua e melindrosa. Nossos especialistas acreditam e
repassam a ideia de que algo grave e perigoso está ocorrendo. E nos bombardeiam
com falsas preocupações.
Já
Putin responde a uma nota de Zelensky sobre a guerra dizendo “vou arrasá-los”
(aos ucranianos) – é o que começou a fazer em 24/02 – e ninguém se surpreende. Todos
acham normal.
Uma abstração de Biden dizendo que é preciso mudar o poder na Rússia impressiona mais do que uma ameaça de Putin de que vai exterminar um povo.





























