28 de set de 2013

A Arenga Mellosa do Ministro Mello


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O ministro Celso de Mello continua com a arenga em defesa de sua independência em relação à mídia. Mas o que mais surpreende é ele dizer que “nunca a mídia foi tão ostensiva para subjugar um juiz”. Leia aqui. 

Em que elementos de convicção ele se baseia para tal afirmativa? Na observação, pura e simples? Parece que sim: 

"Há alguns que ainda insistem em dizer que não fui exposto a uma brutal pressão midiática. Basta ler, no entanto, os artigos e editoriais publicados em diversos meios de comunicação social (os 'mass media') para se concluir diversamente! É de registrar-se que essa pressão, além de inadequada e insólita, resultou absolutamente inútil", afirmou ele.  

O que se pode concluir é que o senhor ministro acusou a pressão e por ela foi influenciado, ainda que essa influência agisse em sentido contrário, incutindo-lhe sentimento revanchista.

Percebe-se uma grande preocupação em se defender daquilo de que nunca foi acusado e nessa preocupação reside a vulnerabilidade. Juiz influenciável, contra ou a favor, é a pior espécie de juiz que há. Não sei qual dos males o pior: se julgar de acordo com a opinião midiática ou, em nome da independência, julgar contra essa mesma opinião só porque ela se mostra ostensiva num determinado sentido.  

Note-se que ele não se gaba de ter feito Justiça, mas sim de que foi independente o suficiente e tornar a pressão “absolutamente inútil”. Um juiz, ao julgar, não deve sentir pressão alguma.  

O ministro já demonstrou que não sabe lidar com a opinião midiática que, nesse caso, é a opinião pública. Leia-se a respeito matéria publicada no Blog do Josias que transcreveu trecho do livro de Saulo Ramos sobre um episódio revelador ocorrido entre eles, aqui. 

O ministro Celso de Mello poderia pelo menos nos poupar dessa lengalenga choramingosa. O Juiz independente não precisa apregoar e reapregoar sua independência. Ou é ou não é.
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2 comentários:

  1. Claro que não vou saber quantas vezes "penetrei" nesse teu espaço sem ver um movimento, respiração... um sinal de vida.
    Cheguei a duvidar da eficiência "fofoqueira" do Sr. Google, ligeiro em suas notas fúnebres. Fiquei quieto. Também não iria rezar pelo falecido. De que adiantaria afinal.
    Tâmus ai. É bom e saudável frequentar esse espaço.
    Abraço.
    Strix.

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  2. Independência ou morte. Na minha humilde opinião sugiro que eles se matem.

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