quarta-feira, 19 de maio de 2021
terça-feira, 27 de abril de 2021
BR-470 - A PIOR RODOVIA DO BRASIL
A BR-470
ainda é a pior rodovia do Brasil. Alardearam reparos mas de Ibirama a Blumenau
continua a lesma lerda. Lerda é bem aplicável: as obras caminham com uma
lentidão digna do compasso de um antigo juiz rio-grandense que era conhecido como
“tropeiro de lesma”.
A velocidade máxima é de 80
km/h. Isto desde sua construção, lá pela década de 1970, há uns 50 anos. Os
carros deixaram de ser carroças, evoluíram consideravelmente, melhoraram em
termos de freios, suspensão, desempenho, estabilidade, manejabilidade,
segurança, mas a via continua limitada. E há muitos lugares em que a velocidade
poderia ser maior. Nossas autoridades não sabem e não querem entender assim. As
multas são um belo atrativo e é uma deslavada mentira afirmar que são
educativas. Na Alemanha as rodovias semelhantes admitem normalmente 100 km/h.
Nos trevos, é reduzida a 70 km/h...
É uma
tendência retrocessiva essa de lentificar o trânsito para evitar acidentes.
Quanto mais devagar melhor, dizem eles. Nossas auto-escolas preparam para isto.
Mas é um engano.
Meu filho fez
carteira de motorista na Alemanha. A preparação foi de quatro meses, mesmo ele
já sabendo dirigir e ter se habilitado assim que completou 18 anos, aqui no
Brasil. Com 9 anos de idade pilotava um kart a 120 km/h nas pistas de Tarumã
(Porto Alegre), Farroupilha, Bento Gonçalves...
Numa aula
prática ele estava a uns 100 por hora e o instrutor determinou: “Acelera!” Ele
foi a 120 e o instrutor “Acelera!” Ele respondeu: “mas eu já estou a 120”. E o
instrutor: “Acelera, acelera!” Não é só andar devagar que importa. Aliás, isto
é automático e todos sabemos. É importante ensinar a andar rápido, também.
Porque a
velocidade comanda o mundo e limitá-la é retrocesso.
segunda-feira, 26 de abril de 2021
quinta-feira, 22 de abril de 2021
E CONTINUA A RIDICULARIA LULÁTICA
Percorre as redes um vídeo de Lula, raivosamente
enciumado, reclamando que nunca foi chamado de mito, ressalvando que Bolsonaro
foi. Ele se acha merecedor do título...
Ele esquece que sempre foi qualificado de “mitômano”,
ou mitomaníaco, que segundo o dicionário Houaiss é aquele que tem “tendência a narrar extraordinárias aventuras imaginárias
como sendo verdadeiras” ou o “hábito de mentir ou fantasiar desenfreadamente”.
Cada um é o mito que merece.
segunda-feira, 19 de abril de 2021
OPERAÇÃO "LAVA-GATO", DO STF
É MAIS EFICIENTE UMA CARROÇA PUXADA POR VÁRIOS BURROS DO QUE POR UM SÓ
A IDIOTICE DA VACINAÇÃO
O SENSO DE HUMOR DOS JUÍZES
quarta-feira, 24 de março de 2021
VOCÊ ACREDITA NA SUA SUPREMA CORTE?
Não sei o que dizer do STF. Não sei o que é pior nele, a vontade
incomensurável de Gilmar Mendes de ser o supremo caga-regras, a síndrome da
biruta que desta vez incorporou na Carmem Lúcia ou a figura patética de um
Lewandowski inexpressivo e que é capaz de rir ou chorar sem alterar o
semblante.
Gilmar Mendes deveria se dar por impedido. Mas não. Nem ficou vermelho.
Fico pensando: como é que um magistrado tão arrojadamente parcial pode estar
julgando a parcialidade ou imparcialidade de outro magistrado? Ele é o
suprassumo da desonestidade jurídica.
Ele não foi juiz, foi advogado da defesa de Lula e nesse mister
conseguiu deixar Carmem Lúcia – ela recita poemas para suas plantas, lembram? –
bem à vontade para decidir como ele queria. Ele não a convenceu, impôs-se. Ela
foi medíocre restringindo a decisão ao caso em julgamento, sem estender seus
efeitos a outros casos semelhantes. Uma frase liquidaria o assunto, mas ela
precisou repetir diversas vezes, como se ainda não estivesse convencida do que
estava decidindo. Mas isentou Sérgio Moro do pagamento das custas da ação.
Freud explica.
Gilmar Mendes, depois, lacrimoso, só faltou chamar o advogado de Lula e
lhe oferecer o ombro para desabafo. Ou, ao contrário, pedir o ombro do advogado
para ele, Gilmar, poder chorar à vontade, de alegria, pela sensação do dever
cumprido. Aliás, com um ministro desses, Lula nem precisa de advogado. Está
pagando honorários à toa, se bem que não deve ser ele que paga. Vai ver, lá no
fundo, somos nós, contribuintes.
Você acredita na sua Suprema Corte? Não, não acredito. E é muito triste
não poder acreditar.
A EXEMPLIFICAÇÃO PODE NÃO SER A MAIS ADEQUADA, MAS...
Alguém poderia me explicar a lógica do confinamento no combate ao coronavírus? Tenho dificuldade em entendê-la.
Vamos supor uma cidade de 1000 habitantes (200 famílias) em que foi imposto rigoroso lockdown para sábado e domingo. Mas entre essas 1000 pessoas há 50 contaminadas em 30 famílias (algumas têm mais de um). Se não houvesse contaminados o lockdown não precisaria ser decretado.
Todos os habitantes cumprem sua obrigação ao pé da letra. Ninguém sai de casa nem se comunica com vizinhos. As ruas estão livres do vírus e ninguém pode se contaminar fora de casa naquele fim de semana. Mas os 50 doentes contaminam um total de 200 familiares, dentro de casa, dos quais 100 irão às ruas na segunda-feira por necessidade.
Então: na sexta-feira à noite havia 50 contaminados e na segunda de manhã há 100 nas ruas e 100 dentro de casas.
Como fazer com que os 50 contaminados de sexta-feira à noite não contaminem seus 200 familiares? O objetivo declarado do isolamento total é “combater” o vírus. Mas se eu confinar na mesma casa uma família de 5 membros por um fim de semana, como evitar que um deles (contaminado) contamine os outros 4?
Se o lockdown fosse individual, isto é, cada pessoa isolada em quartos dentro de suas próprias casas, ainda assim o número de contaminados ficaria nos mesmos 50 de sexta à noite e não teria adiantado de nada.
Com a palavra – sem segundas intenções – os defensores da medida, para explicar a mecânica salvadora do lockdown.




























