quarta-feira, 11 de março de 2020

URNA ELETRÔNICA OU DETECTOR DE MENTIRAS?


A NOVELA DO PREFEITO DE RIO DO SUL NA JUSTIÇA ELEITORAL


O prefeito de Rio do Sul, José Thomé, teve seu mandato cassado em setembro de 2017 – nove meses após assumir – pelo juiz Rodrigo Tavares Martins, da 26ª Zona Eleitoral, por abuso de poder econômico na campanha e por prestação de contas irregulares.
Um ano depois o TRE-SC entendeu que as provas apresentadas eram nulas e por isso o processo do qual eles eram acusados de Caixa 2 foi considerado improcedente (aqui).
Ontem (10/03/2020) o TSE anulou o acórdão do TRE-SC ordenando o retorno dos autos para análise do mérito. Considerou válida a prova anulada.
Faz três anos, três meses e dez dias que o eleito exerce seu cargo sub judice. E sob suspeita grave, já que condenado em primeira instância e derrogada a decisão anterior do TRE.
Quando teremos a decisão final? Tudo depende da chegada do processo a Santa Catarina e da boa vontade do TRE. Não acredito que o julgamento seja realizado antes do término do mandato do réu. E da nova decisão do TRE caberá novo recurso ao TSE.
Qualquer que seja a decisão final, ela será injusta. Justiça tardia é Justiça falha. Se o resultado for favorável a Thomé, ele terá sido vítima das circunstâncias: cumpriu seu mandato amargando a possibilidade de perdê-lo e sofrendo desgastes que, certamente, prejudicaram em algum ponto sua administração.
Se a decisão for pela cassação, o prejudicado será não só o candidato que assumiria em seu lugar – que nunca poderá exercer seu direito adquirido nas urnas –, mas todos os munícipes, que foram governados por um suspeito durante quatro anos.
O Tempo é inexorável. O que passou não se recupera. Quatro anos perante a Eternidade é nada. Quatro anos perante um século é pouco. Mas quatro anos de um mandato de quatro anos é tudo. Um tudo que foi convalidado pelo Tempo, não pela Justiça.
Para que serve, afinal, a Justiça Eleitoral, criada para ser rápida e impedir esse tipo de injustiça e não passa de uma tartaruga que anda de ré?

terça-feira, 10 de março de 2020

FOI ASSIM QUE A BANDALHEIRA COMEÇOU


Quando as coisas no Brasil começaram a descambar para o desrespeito e xingações às autoridades constituídas? Quando a esquerda, especialmente o PT, enfiou gente desqualificada nos pontos chaves da governança.
Até FHC tínhamos presidentes com perfis mais ou menos dignos ou com grau de instrução superior aos da média. Gente com traquejo administrativo, com alguma cultura pessoal, resumindo: de um nível intelectual mais aprimorado. O que não significa que foram bons governantes, mas pelo menos impunham algum respeito.
O PT nos empurrou Lula, um analfabeto, pobre de espírito, de nível intelectual mais chulo que conversa de zona que até aturamos durante algum tempo. Logo começou com suas bufonarias e palhaçadas sem graça e passou a ser criticado inclusive por alguns que hoje o defendem. E depois? Meu Deus! Depois nos empurraram a Dilma dislógica, tansa, que é lembrada até hoje pela referência ridícula à estocagem de vento. E o nível da crítica caiu ainda mais baixo e, por incrível que pareça, isto foi possível.
Queriam o quê? Que respeitássemos Lula como se fosse o rei de Espanha e Dilma como se fosse a rainha da Inglaterra? Vão se cagar!
Viram? Foi assim, espontaneamente, que a bandalheira começou.

segunda-feira, 9 de março de 2020

"NUNCA ME SERVIREI DA MINHA PROFISSÃO PARA CORROMPER OS COSTUMES OU FAVORECER O CRIME"


"Cuido da saúde de criminosos condenados há 30 anos. E por razões éticas não busco saber o que de errado fizeram. Sigo essa atitude para cumprir o juramento que fiz ao me tomar médico", disse Dráuzio Varella ontem no Fantástico.
Já o juramento a que ele se refere, e assegura cumprir, notem bem, não diz exatamente isso:
"Juro solenemente que, ao exercer a arte de curar, mostrar-me-ei sempre fiel aos preceitos da honestidade, da caridade e da ciência. Penetrando no interior dos lares, meus olhos serão cegos, minha língua calará os segredos que me forem revelados, o que terei como preceito de honra. NUNCA ME SERVIREI DA MINHA PROFISSÃO PARA CORROMPER OS COSTUMES OU FAVORECER O CRIME. Se eu cumprir este juramento com fidelidade, gozem para sempre a minha vida e a minha arte de boa reputação entre os homens; se o infringir ou dele afastar-me, suceda-me o contrário".
O juramento diz que um médico não poderá negar tratamento a um homicida ou estuprador que dele necessite (assim como um advogado criminalista, aliás, não pode recusar uma defesa criminal em virtude do crime cometido). O juramento NÃO DIZ que um médico usará de seu prestígio e espaço na mídia pra transformar um estuprador e homicida num herói.
Ao contrário, ao conduzir milhões de pessoas a empatizarem com um homicida, estuprador e ocultador de cadáver, Dráuzio Varella traiu a medicina. E agora quer se proteger atrás de seu jaleco, num momento em que não foi médico, mas antes agiu como publicitário de um assassino.
Imaginem vocês a dor da mãe da criança que pereceu nas mãos daquele monstro ao assistir à glamurização do assassino de seu filho na TV aberta diante de 20 milhões de pessoas. O fato de algo assim ainda gerar debate, ao invés de repúdio generalizado, só mostra como a bússola moral da sociedade brasileira foi desregulada com sucesso ao longo de 40 anos de reengenharia social brutal.
Todo médico que honra sua profissão tem o dever de repudiar esse atentado à dignidade humana, em cumprimento, justamente, ao mesmo juramento que Dráuzio Varella covardemente tenta usar como escudo pra glorificação do que a humanidade tem de pior:
"Se eu cumprir este juramento com fidelidade, gozem para sempre a minha vida e a minha arte de boa reputação entre os homens; SE O INFRINGIR OU DELE AFASTAR-ME, SUCEDA-ME O CONTRÁRIO".



Artigo de Rafael Rosset, Advogado.

DILMA, A DISLÓGICA POLIDA E IMPOLUTA

Segundo o então Ministro Gilberto Gil, da Cultura, quando da posse dela na Casa Civil de Lula:
Ela tem uma personalidade forte, um lado macho. Ao mesmo tempo, ela é uma mulher. O problema é que a expectativa geral da política brasileira é de que o governante precisa ser muito macho. Acho que é preciso ser meio macho e meio fêmea.
Ele entende dessas coisas (a declaração foi publicada no Jornal Zero Hora, de Porto Alegre, 21/06/2005, pág. 5).
Aliás, ela tratava mal a homens também. Milton Zuanazzi, diretor da Anac em 2007, quando do acidente com o Voo TAM 3054, em Congonhas, choramingou com Lula por ter sido tratado com grosseria por ela.
Numa reunião, Dilma o interrompeu várias vezes, insistindo na culpa da Anac na crise aérea e exigindo medidas urgentes. Em alguns momentos, chegou a alterar a voz, numa postura classificada de grosseira por participantes do encontro (segundo a Folha de 30/07/2007).

sábado, 7 de março de 2020

UM NEGÓCIO DA CHINA?


Vivemos tempos de dominação por medos sofisticados e muito bem manejados por poderosos. O medo é imposto em todos os aspectos de nossa vida e a imprensa é um meio altamente eficaz na contribuição de nossa constante e insidiosa atemorização.
Não bastassem nossos medos existenciais, como da morte, do fracasso, do sucesso, da aposentadoria do INSS e da insegurança do futuro; não bastassem medos físicos de assaltos, dentro e fora de casa, do Leão do IR, da perda do emprego, do trânsito; não bastassem os medos políticos, como do PT, do Congresso e da boca solta do presidente...
Se não bastassem esses, nos impõem medos artificiais dos quais não temos, individualmente, defesa, e que se evidenciam em turbilhões para os quais não há máscaras suficientes nem eficientes, como o do coronavirus.
Os meios de comunicação nos bombardeiam com informações terríficas, o dia todo e todo o dia desde que a epidemia surgiu, nos confins da China; pintam um quadro medonho, fazem advertências escabrosas e exortam, candidamente, a que não se entre em pânico...
Seria melhor que nos ensinassem a como sair dele!

quinta-feira, 5 de março de 2020

RONALDINHO E LULA: DUAS REALIDADES

Como é que se falsifica um passaporte no Paraguai? Como é que eles distinguem um falso de um verdadeiro?
Brincadeira.
Na verdade, para entrar no Paraguai não é preciso passaporte. Basta o RG.
Mas obviamente que falsificar documento é crime. Então o fato terá que ser apurado.
Mas o que importa é que Ronaldinho teve seu passaporte brasileiro suspenso porque deve uma multa ao Ibama, de R$ 2,5 milhões. Não pode sair do país.
Já Luiz Inacio da Silva, corrupto e larápio consumado, que deu prejuízos incalculáveis ao Brasil, está livre para viajar pelo mundo inteiro, abençoado pelo STF. E pelo Papa!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

QUANDO PODE E QUANDO NÃO PODE?


Às vezes pode, às vezes não pode. Depende da origem e do destino. Se a origem for Bolsonaro, não pode. Se a origem for a Imprensa, pode. Se atingir Bolsonaro, pode. Se atingir jornalista, não pode. Vá se entender essa balbúrdia. Nem eles, jornalistas, se entendem: são contraditórios, fúteis e maliciosos – em todos os sentidos. Nem todos.
Bolsonaro fez um trocadilho infame com o “o furo” que a jornalista da Folha quis “dar prá cima dele”. Não pode. Foi acusado até de ter cometido um estupro virtual contra ela, uma colocação idiota, estúpida e sem sentido. Repetida por um jornalista que sempre respeitei.
Já a IstoÉGente publicou matéria envolvendo Isis Valverde, fazendo um trocadilho tão infame quanto, em relação a uma pergunta dela (veja na imagem): “A Mangueira entrou?” Daí pode. Aí se torna uma “piada pronta” que deve “ser levada de uma forma esportiva”.
A ABI (Associação Brasileira de Imprensa) poderia lançar uma cartilha dizendo, entre outras coisas, quando é mau gosto e quando é piada pronta. Prá que a gente possa se sentir menos confuso. Ou mais, sei lá!

OBS: A IstoÉGente corrigiu os inúmeros erros de Português do original que copiei, fazendo nova publicação. Confira aqui.

TIO PEDRO E A BANDEIRA SOVIÉTICA


ALGOLÚGUBRE E MALA: DOIS RANHETAS


Algolúgubre e Mala, além de quererem botar a mão no orçamento da União, são duas crianças ranhetas, daquelas conhecidas nas escolinhas: se outra criança pega a bola para brincar eles fazem beicinho porque a ideia não foi deles, querem tomar a bola para si e, se não conseguem, vão choramingar com a professora dizendo que o jogo deve ser proibido para não quebrar as vidraças da escola. Mesmo que as janelas sejam protegidas.
Agora estão dando uma de prima-donas infantiloides, enfezados porque foi programada uma manifestação popular contra a atuação do Congresso para o dia 15 de março. Uma manifestação democrática, como toda manifestação do povo, e que conta ainda com uma credencial positiva extra: é contra o pior Congresso da História do Brasil. Não bastasse o STF.
E quis essa História que os dois ocupassem na mesma época a presidência do Senado e da Câmara Federal.
Que má sorte política, a nossa, que terrível o nosso azar social! Que grande bosta termos que conviver com esses dois ao mesmo tempo! Pior não poderia ser!

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

A IMPRESTABILIDADE DO REGIME COMUNISTA


A ministra Damares Alves abandonou ontem reunião do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, em Genebra, na Suíça, em protesto contra o governo de Nicolás Maduro. Assim que Jorge Arreaza, chanceler venezuelano, começou a falar, ela saiu. Delegações de 20 países fizeram o mesmo logo em seguida.
Em seu discurso Arreaza denunciou o bloqueio promovido pelos EUA e aliados como "loucuras", evidenciando seu chorumeloso recalque esquerdista.
Venezuela e Cuba são os maiores exemplos, hoje, da imprestabilidade do regime comunista. Os dois países vivem em pobreza extrema mas a culpa é do boicote dos outros, principalmente dos EUA.
É a mais lapidar confissão de ineficiência do socialismo/ comunismo. Sob ele, nenhum país tem condições de se tornar autossuficiente, pois precisa sempre do capital alheio para conseguir bens, dinheiro e comodidades. Depende parasitariamente do Capitalismo para sobreviver.
E há quem queira implantar esse anacronismo no Brasil.

sábado, 22 de fevereiro de 2020

NÃO PRECISA COMPETIR EM GROSSERIAS

O que referi sobre a dificuldade de interpretação de texto por jornalistas, na publicação AH! ESSES CARAS!, serve também para ilustrar a grosseria de Bolsonaro com respeito à jornalista da Folha de São Paulo, quando afirmou que ela queria dar o furo prá cima dele, algo assim.
Ele não precisava ter dito aquilo. Mas de novo surge o precursor desses disparates: Lula. Foi ele quem inaugurou grosserias em campanhas e no Governo. Ele é tudo de negativo que acusam Bolsonaro de ser: homofóbico, racista, preconceituoso e tosco. Bota tosco nisso! Exemplos são muitos mas interessa aqui a convocação dele às mulheres de grelo duro do PT.
A ofensa de Bolsonaro foi dirigida a uma jornalista e não a todas. Novamente o vício da generalização. E não foi tão explícita quando querem fazer crer os imprensadores. Ao furo foi atribuído um sentido chulo, claro, mas é certo que a expressão furo jornalístico existe e refere uma notícia dada em primeira mão por um jornal, antes de todos os outros.
Já a expressão grelo jornalístico, não consta que exista.
Mas acho que Bolsonaro não precisaria ter dito aquilo. Ele deve competir com Lula na administração, fazendo o que ele deixou de fazer, consertando os estragos que fez e governando em prol do bem estar comum, superando-o política e administrativamente.
Querer superar Lula nas grosserias, além de ser algo praticamente impossível, é uma luta sem sentido e prejudicial. E o pior é que nos traz sempre à lembrança o abominável petista.

COMO NOS TEMPOS MEDIEVAIS


ALMOFADAS CARAS


CIROTECNIA


NO CARNAVAL, NÃO USE CAMISINHA SEMPRE


Esta advertência é para os homens, obviamente.
Chega o Carnaval e lembro de um post de 2006 no meu blog, que republico agora, resumidamente. Era também época de carnaval e várias celebridades  da TV aconselhavam os homens a usar camisinha sempre. Sem qualquer ressalva. Ora, sempre, não! A mensagem deveria ser mais clara.
Esse use sempre lembrou-me uma piada que correu pela Internet. É uma anedota, por isto vai publicada sem a preocupação com o politicamente correto. Espero não melindrar ninguém.

O estancieiro não aguentava mais as queixas da mulher: era todo ano um filho e o casal já tinha uns dez. Ele foi ao boticário e expôs a situação. Naquele tempo, anticoncepcionais só com prescrição médica. O farmacêutico “receitou” camisinha. Explicou como se usava e foi incisivo: use sempre! O gauchão, abonado dos trocos, comprou logo todo o estoque, para se garantir.
Três meses depois retornou à farmácia, revoltado e mais brabo que mamangaba amarela. Jogou um resto de camisinhas no chão, quebrou o chapéu na testa e desafiou:
– A mulher tá prenhe de novo. E agora, o que é que tu me dizes, índio velho atochador?
O boticário, receoso, mas experiente, foi levando na maciota, acalmou o gaúcho e, então, perguntou:
– Mas o senhor fez certinho como eu mandei?
– Mas claro, tchê. Tá duvidando da minha pessoa?
– Não, não. Só estou estranhando. Tem certeza de que usou sempre?
– Sempre, sempre! Só tirava prá mijar e prá comer a patroa.

Então, você que vai cair na farra neste Carnaval: não é necessário usar camisinha sempre. É importante que use quando for fazer sexo.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

AH! ESSES CARAS!


A expressão “esses caras”, usada pelo general Augusto Heleno para referir congressistas que estão chantageando o Governo, causou fru-fru entre parlamentares e jornalistas que entenderam que ele se referia a “todos” os senadores e deputados.
Ele não foi tão específico quanto Lula, que disse uma vez que a Câmara era composta por 300 picaretas, ele incluído, mas esses imprensadores – qualifico assim os membros desse tipo de imprensa – generalizam o específico e especificam generalizações, quando o fato, o ato ou a manifestação parte do atual Governo.
Se eu digo que há jornalistas que não têm senso de realidade e que são “esses” que atacam o Governo, não me refiro a todos os jornalistas. Só aos chatos imprensadores. O pronome demonstrativo “esses” é usado restritivamente.
O general Heleno não precisa da minha defesa, mas está óbvio que “esses caras” são só aqueles que efetivamente atravancam a pauta do Congresso porque têm medo e por isto querem retardar todas as medidas propostas, para sabotar o Governo.
E contam com o respaldo dos imprensadores que são tão melindrosos quanto eles e têm dificuldade de interpretar textos simples. E querem que a gente acredite neles.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

DITOS CHISTOSOS DE FACUNDO CABRAL III


BOLSONARO, LULA E A IMPRENSA CHORAMINGAS


Bolsonaro e Lula são homens simples. Nenhum nasceu em berço de ouro. Nenhum pode ser considerado intelectual, embora Lula certamente apreciasse se assim fosse considerado e Bolsonaro demonstra mais pragmatismo e parece não se importar com essas coisas.
Lula foi condenado duas vezes e responde a outros processos, na esfera criminal. Permite concluir-se que é bandido mesmo.
Bolsonaro não responde a processo, mas é diariamente atacado por certa imprensa como se fosse um bandido pior que Lula. E nem bandido é!
Mas ambos têm algo em comum: ou você o ama ou você o detesta. Não há meio termo. E a imprensa de esquerda ama bandidos.
Por isto, se pudesse eleger o presidente, ela preferiria o Haddad, que respondia a 32 processos quando se candidatou, segundo a revista IstoÉ.
Não deu! Vai ter que continuar a cumprir seu papel de gotejar chorumelas.

E O LULINHA, DA GAMEPORT?


E a história do Lulinha, filho do Lula, que não sai do chão?
Faz tempo que ela começou. Na Folha de São Paulo (versão on-line), de 17/02/2006 – portanto há 14 anos –, o jornalista Fernando Rodrigues, da sucursal de Brasília, já informava: “Telemar patrocina empresa de filho de Lula”. Esclareceu que além do aporte inicial de capital de R$ 5 milhões na empresa de Fábio Luis, filho do presidente, a Telemar despejava anualmente R$ 4,989 milhões a título de patrocínio e para produção de programas de TV da Gamecorp.
Em 03/09/2006 foi publicado que as negociações foram feitas pela DBO Trevisan, de Antoninho M. Trevisan, amigo pessoal do presidente e – pasmem! – membro do Conselho de Ética Pública da Presidência!
Em abril de 2008 percorreu a internet um e-mail dizendo que Lulinha comprara uma fazenda, “de porteira fechada”, em São Paulo, por quarenta milhões de reais. Foi até comparado a Bill Gates.
Certos crimes – se é que houve crime nesse caso – demoram tanto a ser apurados que trilham automaticamente o caminho da prescrição.

O PT NUNCA TEVE OPOSIÇÃO


Como seria bom se Bolsonaro pudesse seguir sua luta contra os malefícios de administrações anteriores e outros que são crônicos na vida política do Brasil.
Ele está indo devagar, muito devagar. Não lhe dão a liberdade dada, por exemplo, aos governos do PT, que sofreram uma oposição de mentirinha que nem oposição era. Era exercida por vacas de presépio que apenas balançavam a cabeça afirmativamente, concordando com tudo.
Se os governos do PT tivessem tido uma oposição tão violenta, agressiva, hostil, provocativa, como a que Esquerda faz hoje a Bolsonaro, talvez as coisas estivessem um pouco melhor neste Brasil.
Nem precisaria ser tão negativa e estúpida. Bastaria uma oposição responsável e segura e, acima de tudo, patriota. Mas não!
Os congressistas de então preferiram a acomodação comprada por quem tinha planos de se instalar eternamente no poder. Hoje as vacas de presépio estão com o rabo preso em sua desonestidade, sabendo que, a qualquer hora, poderão ir para o brejo.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

THALES E PITÁGORAS OU OS BOIS DO TIO ZECA


Certos princípios mantêm alguma semelhança, embora aplicados em campos diferentes, mas que induzem a permissões de uso ou não. Pois por aí já começa a complicação: o que é semelhante não é igual, é diferente, e por isto a afirmativa. Vou tentar explicar.
Quando meu filho corria de kart eu, que sou filho de mecânico e passei grande parte de minha infância sujo de graxa numa oficina, entre calhambeques, ônibus, caminhões, ferro-velho, tornos e outras ferramentas, avoquei para mim certas funções.
Além de paitrocinador, era também mecânico. Pelo menos assistente do preparador que eu pagava para tal. Não devo ter estorvado muito, porque a equipe foi sempre bem sucedida.
Pois bem. Às vezes um simples parafusinho quebrado era motivo de sair pelos outros boxes procurando um igual. Para coisas pequenas até no kartismo há solidariedade.
— Igual não tenho, mas tenho um parecido aqui ó! Serve?
— Não, parecido não adianta. Tem que ser igual.
Essa foi a melhor contribuição filosófica que o kart deu à minha vida: a conclusão óbvia, mas que não parece tanto, de que tudo o que é parecido é, natural e inexoravelmente, diferente...
Assim na mecânica automobilística, na Física, no Direito, na Medicina e em todos os campos da atividade humana.
Mas o melhor exemplo dessa dicotomia interessante me foi dado pelo tio Zeca, que viveu lá nos interiores do interior de Taió. Não sabia ler nem escrever e nunca frequentou um dia de aula. Mesmo que talvez não soubesse decifrar cientificamente a proposição, ele tinha noções empíricas, instintivas e precisas dela.
Apesar do pouco estudo, era um negociador esperto. Certa vez adquiriu dois garbosos bois de canga para atrelar no seu carro-de-boi. Eram semelhantes. Um era parecido com o outro; mas eram diferentes. Ele não teve dúvidas e deu-lhes os nomes de Diferente e Parecido.
Eu nunca descobri qual era o boi Parecido e qual era o boi Diferente. Mas ele os identificava com uma olhadela de relancina...
Só não sabia que o batismo de seus bois foi a mais prática demonstração de um teorema que nem Pitágoras nem Thales de Mileto tiveram coragem de propor.

Observação:
A imagem à esquerda é parte de uma foto do tio Zeca batida por mim. A da direita é uma pintura de Ieda M. F. Dellandréa, em aquarela.
Como se pode ver eles estão parecidos. Mas diferentes...

Publicação original: 11/08/2007

HOLODOMOR - A FOME VERMELHA

RESENHA:
“O horror de um período em que homens e mulheres se animalizaram para sobreviver a um mal sem precedentes. Em 1929, Stalin lançou uma política de coletivização da agricultura que expulsou milhões de camponeses de suas terras e os levou a fazendas coletivas. O resultado foi a mais letal fome na história da Europa, conhecida como Holodomor. Pelo menos 5 milhões de pessoas morreram entre 1931 e 1933 na União Soviética. A região da Ucrânia foi a mais afetada, com mais de 3 milhões de mortos, mas não em decorrência de condições climáticas adversas ou como resultado acidental de uma política catastrófica: o Estado soviético fez uso daquela barbárie para se livrar de um problema político e, em vez de enviar auxílio, trabalhou deliberadamente para exterminar a população Ucraniana, fechando as fronteiras da República e confiscando toda a comida disponível”.

TRECHO DO LIVRO
“A fome em um ser humano, uma vez iniciada, sempre segue o mesmo curso. Na primeira fase, o corpo consome suas reservas de glicose. Sensações de fome extrema se instalam, acompanhadas de constantes pensamentos sobre comida. Na segunda fase, que pode durar algumas semanas, o corpo começa a consumir suas próprias gorduras, e o organismo se enfraquece drasticamente. Na terceira, o corpo devora suas próprias proteínas, canibalizando tecidos e músculos. No fim, a pele fica finíssima, os olhos esbugalham, as pernas e o abdome incham, já que extremos desequilíbrios levam o corpo a reter líquido. Por menores que sejam os esforços, a exaustão prevalece. Ao longo do processo, diferentes tipos de enfermidades podem acelerar a morte: escorbuto, kwashiorkor (desnutrição intermediária), prostração (síndrome da falta de proteínas); pneumonia, tifo, difteria e ampla gama de infecções e doenças de pele causadas, direta ou indiretamente, pela falta de alimentos”.