quinta-feira, 12 de março de 2020
quarta-feira, 11 de março de 2020
A NOVELA DO PREFEITO DE RIO DO SUL NA JUSTIÇA ELEITORAL
O prefeito de Rio do Sul, José Thomé,
teve seu mandato cassado em setembro de 2017 – nove meses após assumir –
pelo juiz Rodrigo Tavares Martins, da 26ª Zona Eleitoral, por abuso de poder
econômico na campanha e por prestação de contas irregulares.
Um ano depois o TRE-SC entendeu que as provas apresentadas eram nulas e por
isso o processo do qual eles eram acusados de Caixa 2 foi considerado
improcedente (aqui).
Ontem (10/03/2020) o TSE anulou o acórdão
do TRE-SC ordenando o retorno dos autos para análise do mérito. Considerou
válida a prova anulada.
Faz três anos, três meses e dez dias que
o eleito exerce seu cargo sub judice.
E sob suspeita grave, já que condenado em primeira instância e derrogada a
decisão anterior do TRE.
Quando teremos a decisão final? Tudo
depende da chegada do processo a Santa Catarina e da boa vontade do TRE. Não
acredito que o julgamento seja realizado antes do término do mandato do réu. E
da nova decisão do TRE caberá novo recurso ao TSE.
Qualquer que seja a decisão final, ela
será injusta. Justiça tardia é Justiça falha. Se o resultado for favorável a
Thomé, ele terá sido vítima das circunstâncias: cumpriu seu mandato amargando a
possibilidade de perdê-lo e sofrendo desgastes que, certamente, prejudicaram em
algum ponto sua administração.
Se a decisão for pela cassação, o
prejudicado será não só o candidato que assumiria em seu lugar – que nunca
poderá exercer seu direito adquirido nas urnas –, mas todos os munícipes, que foram governados por
um suspeito durante quatro anos.
O Tempo é inexorável. O que passou não se
recupera. Quatro anos perante a Eternidade é nada. Quatro anos perante um
século é pouco. Mas quatro anos de um mandato de quatro anos é tudo. Um tudo
que foi convalidado pelo Tempo, não pela Justiça.
Para que serve, afinal, a Justiça
Eleitoral, criada para ser rápida e impedir esse tipo de injustiça e não passa
de uma tartaruga que anda de ré?
terça-feira, 10 de março de 2020
FOI ASSIM QUE A BANDALHEIRA COMEÇOU
Quando
as coisas no Brasil começaram a descambar para o desrespeito e xingações às
autoridades constituídas? Quando a esquerda, especialmente o PT, enfiou gente
desqualificada nos pontos chaves da governança.
Até
FHC tínhamos presidentes com perfis mais ou menos dignos ou com grau de
instrução superior aos da média. Gente com traquejo administrativo, com alguma
cultura pessoal, resumindo: de um nível intelectual mais aprimorado. O que não
significa que foram bons governantes, mas pelo menos impunham algum respeito.
O
PT nos empurrou Lula, um analfabeto, pobre de espírito, de nível intelectual
mais chulo que conversa de zona que até aturamos durante algum tempo. Logo começou
com suas bufonarias e palhaçadas sem graça e passou a ser criticado inclusive
por alguns que hoje o defendem. E depois? Meu Deus! Depois nos empurraram a
Dilma dislógica, tansa, que é lembrada até hoje pela referência ridícula à
estocagem de vento. E o nível da crítica caiu ainda mais baixo e, por incrível
que pareça, isto foi possível.
Queriam
o quê? Que respeitássemos Lula como se fosse o rei de Espanha e Dilma como se
fosse a rainha da Inglaterra? Vão se
cagar!
Viram?
Foi assim, espontaneamente, que a bandalheira começou.
segunda-feira, 9 de março de 2020
"NUNCA ME SERVIREI DA MINHA PROFISSÃO PARA CORROMPER OS COSTUMES OU FAVORECER O CRIME"
"Cuido da saúde de criminosos condenados há 30 anos. E por razões éticas
não busco saber o que de errado fizeram. Sigo essa atitude para cumprir o
juramento que fiz ao me tomar médico", disse Dráuzio Varella ontem no Fantástico.
Já o juramento a que
ele se refere, e assegura cumprir, notem bem, não diz exatamente isso:
"Juro solenemente que, ao exercer a arte de curar, mostrar-me-ei sempre
fiel aos preceitos da honestidade, da caridade e da ciência. Penetrando no
interior dos lares, meus olhos serão cegos, minha língua calará os segredos que
me forem revelados, o que terei como preceito de honra. NUNCA ME SERVIREI DA
MINHA PROFISSÃO PARA CORROMPER OS COSTUMES OU FAVORECER O CRIME. Se eu cumprir
este juramento com fidelidade, gozem para sempre a minha vida e a minha arte de
boa reputação entre os homens; se o infringir ou dele afastar-me, suceda-me o
contrário".
O juramento diz que
um médico não poderá negar tratamento a um homicida ou estuprador que dele
necessite (assim como um advogado criminalista, aliás, não pode recusar uma
defesa criminal em virtude do crime cometido). O juramento NÃO DIZ que um
médico usará de seu prestígio e espaço na mídia pra transformar um estuprador e
homicida num herói.
Ao contrário, ao
conduzir milhões de pessoas a empatizarem com um homicida, estuprador e
ocultador de cadáver, Dráuzio Varella traiu a medicina. E agora quer se
proteger atrás de seu jaleco, num momento em que não foi médico, mas antes agiu
como publicitário de um assassino.
Imaginem vocês a dor
da mãe da criança que pereceu nas mãos daquele monstro ao assistir à
glamurização do assassino de seu filho na TV aberta diante de 20 milhões de
pessoas. O fato de algo assim ainda gerar debate, ao invés de repúdio generalizado,
só mostra como a bússola moral da sociedade brasileira foi desregulada com
sucesso ao longo de 40 anos de reengenharia social brutal.
Todo médico que honra
sua profissão tem o dever de repudiar esse atentado à dignidade humana, em
cumprimento, justamente, ao mesmo juramento que Dráuzio Varella covardemente
tenta usar como escudo pra glorificação do que a humanidade tem de pior:
"Se eu cumprir este juramento com fidelidade, gozem para sempre a minha
vida e a minha arte de boa reputação entre os homens; SE O INFRINGIR OU DELE
AFASTAR-ME, SUCEDA-ME O CONTRÁRIO".
Artigo de Rafael Rosset, Advogado.
Artigo de Rafael Rosset, Advogado.
DILMA, A DISLÓGICA POLIDA E IMPOLUTA
Segundo o então Ministro Gilberto Gil, da Cultura,
quando da posse dela na Casa Civil de Lula:
Ela tem uma
personalidade forte, um lado macho. Ao mesmo tempo, ela é uma mulher. O
problema é que a expectativa geral da política brasileira é de que o governante
precisa ser muito macho. Acho que é preciso ser meio macho e meio fêmea.
Ele entende dessas coisas (a declaração foi publicada
no Jornal Zero Hora, de Porto Alegre, 21/06/2005, pág. 5).
Aliás, ela tratava mal a homens também. Milton
Zuanazzi, diretor da Anac em 2007, quando do acidente com o Voo TAM 3054, em
Congonhas, choramingou com Lula por ter sido tratado com grosseria por ela.
Numa reunião, Dilma o interrompeu várias vezes,
insistindo na culpa da Anac na crise aérea e exigindo medidas urgentes. Em
alguns momentos, chegou a alterar a voz, numa postura classificada de grosseira por participantes do encontro
(segundo a Folha de 30/07/2007).
domingo, 8 de março de 2020
sábado, 7 de março de 2020
UM NEGÓCIO DA CHINA?
Vivemos tempos de dominação por medos sofisticados e muito bem
manejados por poderosos. O medo é imposto em todos os aspectos de nossa vida e
a imprensa é um meio altamente eficaz na contribuição de nossa constante e
insidiosa atemorização.
Não bastassem nossos medos existenciais, como da morte, do
fracasso, do sucesso, da aposentadoria do INSS e da insegurança do futuro; não
bastassem medos físicos de assaltos, dentro e fora de casa, do Leão do IR, da
perda do emprego, do trânsito; não bastassem os medos políticos, como do PT, do
Congresso e da boca solta do presidente...
Se não bastassem esses, nos impõem medos artificiais dos quais não
temos, individualmente, defesa, e que se evidenciam em turbilhões para os quais
não há máscaras suficientes nem eficientes, como o do coronavirus.
Os meios de comunicação nos bombardeiam com informações
terríficas, o dia todo e todo o dia desde que a epidemia surgiu, nos confins da
China; pintam um quadro medonho, fazem advertências escabrosas e exortam,
candidamente, a que não se entre em pânico...
Seria melhor que nos ensinassem a como sair dele!
sexta-feira, 6 de março de 2020
quinta-feira, 5 de março de 2020
RONALDINHO E LULA: DUAS REALIDADES
Parece
brincadeira ou piada pronta:
Como
é que se falsifica um passaporte no Paraguai? Como é que eles distinguem um
falso de um verdadeiro?
Brincadeira.
Na
verdade, para entrar no Paraguai não é preciso passaporte. Basta o RG.
Mas
obviamente que falsificar documento é crime. Então o fato terá que ser apurado.
Mas
o que importa é que Ronaldinho teve seu passaporte brasileiro suspenso porque
deve uma multa ao Ibama, de R$ 2,5 milhões. Não pode sair do país.
Já
Luiz Inacio da Silva, corrupto e larápio consumado, que deu prejuízos
incalculáveis ao Brasil, está livre para viajar pelo mundo inteiro, abençoado
pelo STF. E pelo Papa!
segunda-feira, 2 de março de 2020
domingo, 1 de março de 2020
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020
QUANDO PODE E QUANDO NÃO PODE?
Às vezes pode, às vezes não pode. Depende da origem e
do destino. Se a origem for Bolsonaro, não pode. Se a origem for a Imprensa,
pode. Se atingir Bolsonaro, pode. Se atingir jornalista, não pode. Vá se
entender essa balbúrdia. Nem eles, jornalistas, se entendem: são
contraditórios, fúteis e maliciosos – em todos os sentidos. Nem todos.
Bolsonaro fez um trocadilho infame com o “o furo” que
a jornalista da Folha quis “dar prá cima dele”. Não pode. Foi acusado até de
ter cometido um estupro virtual contra ela, uma colocação idiota, estúpida e
sem sentido. Repetida por um jornalista que sempre respeitei.
Já a IstoÉGente publicou matéria envolvendo Isis
Valverde, fazendo um trocadilho tão infame quanto, em relação a uma pergunta
dela (veja na imagem): “A Mangueira entrou?” Daí pode. Aí se torna uma “piada
pronta” que deve “ser levada de uma forma esportiva”.
A ABI (Associação Brasileira de Imprensa) poderia
lançar uma cartilha dizendo, entre outras coisas, quando é mau gosto e quando é
piada pronta. Prá que a gente possa se sentir menos confuso. Ou mais, sei lá!
OBS: A IstoÉGente corrigiu os inúmeros erros de Português do original que copiei, fazendo nova publicação. Confira aqui.
ALGOLÚGUBRE E MALA: DOIS RANHETAS
Algolúgubre e Mala, além de quererem botar a mão no
orçamento da União, são duas crianças ranhetas, daquelas conhecidas nas escolinhas:
se outra criança pega a bola para brincar eles fazem beicinho porque a ideia
não foi deles, querem tomar a bola para si e, se não conseguem, vão choramingar
com a professora dizendo que o jogo deve ser proibido para não quebrar as
vidraças da escola. Mesmo que as janelas sejam protegidas.
Agora estão dando uma de prima-donas infantiloides,
enfezados porque foi programada uma manifestação popular contra a atuação do
Congresso para o dia 15 de março. Uma manifestação democrática, como toda
manifestação do povo, e que conta ainda com uma credencial positiva extra: é
contra o pior Congresso da História do Brasil. Não bastasse o STF.
E quis essa História que os dois ocupassem na mesma
época a presidência do Senado e da Câmara Federal.
Que má sorte política, a nossa, que terrível o nosso
azar social! Que grande bosta termos que conviver com esses dois ao mesmo tempo!
Pior não poderia ser!
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020
A IMPRESTABILIDADE DO REGIME COMUNISTA
A ministra Damares Alves abandonou ontem reunião do
Conselho dos Direitos Humanos da ONU, em Genebra, na Suíça, em protesto contra
o governo de Nicolás Maduro. Assim que Jorge Arreaza, chanceler venezuelano,
começou a falar, ela saiu. Delegações de 20 países fizeram o mesmo logo em
seguida.
Em seu discurso Arreaza denunciou o bloqueio promovido
pelos EUA e aliados como "loucuras", evidenciando seu chorumeloso
recalque esquerdista.
Venezuela e Cuba são os maiores exemplos, hoje, da
imprestabilidade do regime comunista. Os dois países vivem em pobreza extrema
mas a culpa é do boicote dos outros, principalmente dos EUA.
É a mais lapidar confissão de ineficiência do
socialismo/ comunismo. Sob ele, nenhum país tem condições de se tornar
autossuficiente, pois precisa sempre do capital alheio para conseguir bens,
dinheiro e comodidades. Depende parasitariamente do Capitalismo para
sobreviver.
E há quem queira implantar esse anacronismo no
Brasil.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2020
domingo, 23 de fevereiro de 2020
sábado, 22 de fevereiro de 2020
NÃO PRECISA COMPETIR EM GROSSERIAS
O que referi sobre a dificuldade de interpretação de
texto por jornalistas, na publicação AH! ESSES CARAS!, serve também para ilustrar a grosseria de Bolsonaro com respeito à
jornalista da Folha de São Paulo, quando afirmou que ela queria dar o furo prá cima dele, algo assim.
Ele não precisava ter dito aquilo. Mas de novo surge o
precursor desses disparates: Lula. Foi ele quem inaugurou grosserias em
campanhas e no Governo. Ele é tudo de negativo que acusam Bolsonaro de ser:
homofóbico, racista, preconceituoso e tosco. Bota tosco nisso! Exemplos são
muitos mas interessa aqui a convocação dele às mulheres de grelo duro do PT.
A ofensa de Bolsonaro foi dirigida a uma jornalista e
não a todas. Novamente o vício da generalização. E não foi tão explícita quando
querem fazer crer os imprensadores. Ao furo
foi atribuído um sentido chulo, claro, mas é certo que a expressão furo jornalístico existe e refere uma
notícia dada em primeira mão por um jornal, antes de todos os outros.
Já a expressão grelo
jornalístico, não consta que exista.
Mas acho que Bolsonaro não precisaria ter dito aquilo.
Ele deve competir com Lula na administração, fazendo o que ele deixou de fazer,
consertando os estragos que fez e governando em prol do bem estar comum,
superando-o política e administrativamente.
Querer superar Lula nas grosserias, além de ser algo
praticamente impossível, é uma luta sem sentido e prejudicial. E o pior é que
nos traz sempre à lembrança o abominável petista.
NO CARNAVAL, NÃO USE CAMISINHA SEMPRE
Esta advertência é para os homens, obviamente.
Chega o Carnaval e lembro de um post de 2006 no meu
blog, que republico agora, resumidamente. Era também época de carnaval e várias
celebridades da TV aconselhavam os
homens a usar camisinha sempre. Sem
qualquer ressalva. Ora, sempre, não! A mensagem deveria ser mais clara.
Esse use sempre
lembrou-me uma piada que correu pela Internet. É uma anedota, por isto vai
publicada sem a preocupação com o politicamente correto. Espero não melindrar
ninguém.
O estancieiro
não aguentava mais as queixas da mulher: era todo ano um filho e o casal já
tinha uns dez. Ele foi ao boticário e expôs a situação. Naquele tempo,
anticoncepcionais só com prescrição médica. O farmacêutico “receitou”
camisinha. Explicou como se usava e foi incisivo: use sempre! O gauchão,
abonado dos trocos, comprou logo todo o estoque, para se garantir.
Três meses
depois retornou à farmácia, revoltado e mais brabo que mamangaba amarela. Jogou
um resto de camisinhas no chão, quebrou o chapéu na testa e desafiou:
– A mulher tá
prenhe de novo. E agora, o que é que tu me dizes, índio velho atochador?
O boticário, receoso,
mas experiente, foi levando na maciota, acalmou o gaúcho e, então, perguntou:
– Mas o
senhor fez certinho como eu mandei?
– Mas claro,
tchê. Tá duvidando da minha pessoa?
– Não, não.
Só estou estranhando. Tem certeza de que usou sempre?
– Sempre,
sempre! Só tirava prá mijar e prá comer a patroa.
Então, você que vai cair na farra neste Carnaval: não
é necessário usar camisinha sempre. É importante que use quando for fazer sexo.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020
AH! ESSES CARAS!
A expressão “esses caras”, usada pelo
general Augusto Heleno para referir congressistas que estão chantageando o
Governo, causou fru-fru entre parlamentares e jornalistas que entenderam que
ele se referia a “todos” os senadores e deputados.
Ele não foi tão específico quanto
Lula, que disse uma vez que a Câmara era composta por 300 picaretas, ele
incluído, mas esses imprensadores – qualifico assim os membros desse tipo de
imprensa – generalizam o específico e especificam generalizações, quando o
fato, o ato ou a manifestação parte do atual Governo.
Se eu digo que há jornalistas que não
têm senso de realidade e que são “esses” que atacam o Governo, não me refiro a
todos os jornalistas. Só aos chatos imprensadores. O pronome demonstrativo
“esses” é usado restritivamente.
O general Heleno não precisa da minha
defesa, mas está óbvio que “esses caras” são só aqueles que efetivamente
atravancam a pauta do Congresso porque têm medo e por isto querem retardar
todas as medidas propostas, para sabotar o Governo.
E contam com o respaldo dos
imprensadores que são tão melindrosos quanto eles e têm dificuldade de
interpretar textos simples. E querem que a gente acredite neles.
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020
BOLSONARO, LULA E A IMPRENSA CHORAMINGAS
Bolsonaro e Lula são homens simples. Nenhum nasceu em
berço de ouro. Nenhum pode ser considerado intelectual, embora Lula
certamente apreciasse se assim fosse considerado e Bolsonaro demonstra mais
pragmatismo e parece não se importar com essas coisas.
Lula foi condenado duas vezes e responde a outros
processos, na esfera criminal. Permite concluir-se que é bandido mesmo.
Bolsonaro não responde a processo, mas é diariamente
atacado por certa imprensa como se fosse um bandido pior que Lula. E nem
bandido é!
Mas ambos têm algo em comum: ou você o ama ou você o
detesta. Não há meio termo. E a imprensa de esquerda ama bandidos.
Por isto, se pudesse eleger o presidente, ela
preferiria o Haddad, que respondia a 32 processos quando se candidatou, segundo
a revista IstoÉ.
Não deu! Vai ter que continuar a cumprir seu papel de
gotejar chorumelas.
E O LULINHA, DA GAMEPORT?
E a história do Lulinha, filho do Lula, que não sai do
chão?
Faz tempo que ela começou. Na Folha de São Paulo
(versão on-line), de 17/02/2006 – portanto há 14 anos –, o jornalista Fernando
Rodrigues, da sucursal de Brasília, já informava: “Telemar patrocina empresa de
filho de Lula”. Esclareceu que além do aporte inicial de capital de R$ 5
milhões na empresa de Fábio Luis, filho do presidente, a Telemar despejava
anualmente R$ 4,989 milhões a título de patrocínio e para produção de programas
de TV da Gamecorp.
Em 03/09/2006 foi publicado que as negociações foram
feitas pela DBO Trevisan, de Antoninho M. Trevisan, amigo pessoal do presidente
e – pasmem! – membro do Conselho de Ética Pública da Presidência!
Em abril de 2008 percorreu a internet um e-mail
dizendo que Lulinha comprara uma fazenda, “de porteira fechada”, em São Paulo,
por quarenta milhões de reais. Foi até comparado a Bill Gates.
Certos crimes – se é que houve crime nesse caso –
demoram tanto a ser apurados que trilham automaticamente o caminho da
prescrição.
O PT NUNCA TEVE OPOSIÇÃO
Como seria bom se Bolsonaro pudesse seguir sua luta
contra os malefícios de administrações anteriores e outros que são crônicos na
vida política do Brasil.
Ele está indo devagar, muito devagar. Não lhe dão a
liberdade dada, por exemplo, aos governos do PT, que sofreram uma oposição de mentirinha
que nem oposição era. Era exercida por vacas de presépio que apenas balançavam
a cabeça afirmativamente, concordando com tudo.
Se os governos do PT tivessem tido uma oposição tão
violenta, agressiva, hostil, provocativa, como a que Esquerda faz hoje a
Bolsonaro, talvez as coisas estivessem um pouco melhor neste Brasil.
Nem precisaria ser tão negativa e estúpida. Bastaria
uma oposição responsável e segura e, acima de tudo, patriota. Mas não!
Os congressistas de então preferiram a acomodação
comprada por quem tinha planos de se instalar eternamente no poder. Hoje as
vacas de presépio estão com o rabo preso em sua desonestidade, sabendo que, a
qualquer hora, poderão ir para o brejo.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020
THALES E PITÁGORAS OU OS BOIS DO TIO ZECA
Certos princípios mantêm alguma semelhança, embora
aplicados em campos diferentes, mas que induzem a permissões de uso ou não.
Pois por aí já começa a complicação: o que é semelhante não é igual, é
diferente, e por isto a afirmativa. Vou tentar explicar.
Quando meu filho corria de kart eu, que sou filho de
mecânico e passei grande parte de minha infância sujo de graxa numa oficina,
entre calhambeques, ônibus, caminhões, ferro-velho, tornos e outras ferramentas,
avoquei para mim certas funções.
Além de paitrocinador,
era também mecânico. Pelo menos assistente do preparador que eu pagava para
tal. Não devo ter estorvado muito, porque a equipe foi sempre bem sucedida.
Pois bem. Às vezes um simples parafusinho quebrado era
motivo de sair pelos outros boxes procurando um igual. Para coisas pequenas até no kartismo há solidariedade.
— Igual não tenho, mas tenho um parecido aqui ó!
Serve?
— Não, parecido não adianta. Tem que ser igual.
Essa foi a melhor contribuição filosófica que o kart
deu à minha vida: a conclusão óbvia, mas que não parece tanto, de que tudo o
que é parecido é, natural e inexoravelmente, diferente...
Assim na mecânica automobilística, na Física, no
Direito, na Medicina e em todos os campos da atividade humana.
Mas o melhor exemplo dessa dicotomia interessante me
foi dado pelo tio Zeca, que viveu lá nos interiores do interior de Taió. Não
sabia ler nem escrever e nunca frequentou um dia de aula. Mesmo que talvez não soubesse decifrar cientificamente
a proposição, ele tinha noções empíricas, instintivas e precisas dela.
Apesar do pouco estudo, era um negociador esperto.
Certa vez adquiriu dois garbosos bois de canga para atrelar no seu
carro-de-boi. Eram semelhantes. Um era parecido com o outro; mas eram
diferentes. Ele não teve dúvidas e deu-lhes os nomes de Diferente e Parecido.
Eu nunca descobri qual era o boi Parecido e qual era o
boi Diferente. Mas ele os identificava com uma olhadela de relancina...
Só não sabia que o batismo de seus bois foi a mais
prática demonstração de um teorema que nem Pitágoras nem Thales de Mileto
tiveram coragem de propor.
Observação:
A imagem à esquerda é parte de uma foto do tio Zeca
batida por mim. A da direita é uma pintura de Ieda M. F. Dellandréa, em
aquarela.
Como se pode ver eles estão parecidos. Mas
diferentes...
Publicação original: 11/08/2007
HOLODOMOR - A FOME VERMELHA
RESENHA:
“O horror de um período em que homens e mulheres se
animalizaram para sobreviver a um mal sem precedentes. Em 1929, Stalin lançou
uma política de coletivização da agricultura que expulsou milhões de camponeses
de suas terras e os levou a fazendas coletivas. O resultado foi a mais letal
fome na história da Europa, conhecida como Holodomor. Pelo menos 5 milhões de
pessoas morreram entre 1931 e 1933 na União Soviética. A região da Ucrânia foi
a mais afetada, com mais de 3 milhões de mortos, mas não em decorrência de
condições climáticas adversas ou como resultado acidental de uma política
catastrófica: o Estado soviético fez uso daquela barbárie para se livrar de um
problema político e, em vez de enviar auxílio, trabalhou deliberadamente para
exterminar a população Ucraniana, fechando as fronteiras da República e
confiscando toda a comida disponível”.
TRECHO DO LIVRO
“A fome em um ser humano, uma vez iniciada, sempre
segue o mesmo curso. Na primeira fase, o corpo consome suas reservas de
glicose. Sensações de fome extrema se instalam, acompanhadas de constantes
pensamentos sobre comida. Na segunda fase, que pode durar algumas semanas, o
corpo começa a consumir suas próprias gorduras, e o organismo se enfraquece
drasticamente. Na terceira, o corpo devora suas próprias proteínas,
canibalizando tecidos e músculos. No fim, a pele fica finíssima, os olhos
esbugalham, as pernas e o abdome incham, já que extremos desequilíbrios levam o
corpo a reter líquido. Por menores que sejam os esforços, a exaustão prevalece.
Ao longo do processo, diferentes tipos de enfermidades podem acelerar a morte:
escorbuto, kwashiorkor (desnutrição intermediária), prostração (síndrome da
falta de proteínas); pneumonia, tifo, difteria e ampla gama de infecções e
doenças de pele causadas, direta ou indiretamente, pela falta de alimentos”.
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