domingo, 19 de abril de 2020

O SÓ PENSAR NÃO É CRIME


Comecei a ler o livro acima e me deparei com o discurso de Mao Tsé-Tung em 19/11/1959, na Rússia, quando se comemorava, o 40º Aniversário da Revolução Comunista:
Vamos imaginar quantas pessoas morreriam se a guerra estourasse. Há 2,7 bilhões de pessoas no mundo, e um terço poderia ser perdido. Se for um pouco mais, poderia ser a metade [...]. Digo que, se o pior se tornar ainda pior e uma metade morrer, haverá ainda a outra metade, mas o imperialismo seria apagado e o mundo inteiro se tornaria socialista. Depois de alguns anos, seriam 2,7 bilhões de pessoas novamente (Mao, Jianguo yilai, vol. 6, p. 635) – in Dikötter, Frank. A Grande Fome de Mao, Record, Edição Kindle.
São palavras terríveis! Para ele, pouco importava o estouro da III Guerra mesmo que a metade da população mundial morresse, mas desde que o Socialismo vicejasse por toda a Terra.
O Comunismo desde sempre quer dominar o mundo. Xi Jinping, Secretário-Geral do PC e ditador-mor da China, venera Mao.
Lendo o que disse Mao e vendo a crise coronavírus hoje: será mais uma coincidência ou Mao fez uma subliminar e macabra proposição para o futuro, acolhida pelo ditador atual?
Pensiero non paga gabella – ou, o pensamento não paga imposto. Ou, ainda, o só pensar não é crime. Cada um pense o que quiser.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

ESTATUTO DO IDOSO - Artigos 2º e 3º


RESENHA DO LIVRO "A GRANDE FOME DE MAO"


A resenha foi copiada do site das Lojas Americanas, que vendem o livro.

“Entre 1958 e 1962, a China tornou-se um inferno. Mao Tsé-tung jogou o país em um delírio com o Grande Salto Adiante, uma tentativa de alcançar e superar economicamente a Grã-Bretanha em menos de quinze anos. O experimento terminou na maior catástrofe que a China já viu, destruindo dezenas de milhões de vidas.
Com riqueza de detalhes, Frank Dikötter expõe um período da história chinesa nunca antes completamente enfrentado. Mostra que, ao invés de desenvolver o país para se equiparar às superpotências mundiais, comprovando assim o poder do comunismo ― como Mao imaginara ―, o Grande Salto Adiante na verdade foi um passo gigante e catastrófico na direção oposta.
O país virou palco de um dos assassinatos em massa mais cruéis de todos os tempos: pelo menos 45 milhões de pessoas morreram de exaustão, fome ou vítimas de abusos mortais das autoridades. Foi também a maior demolição de imóveis da história humana, já que quase um terço das residências foram postas abaixo, sendo a terra revirada na busca incessante por aço e outros recursos industriais.
Descortinando as maquinações cruéis nos corredores do poder e o cotidiano da população comum, A grande Fome de Mao dá voz aos mortos e esquecidos”.

MEU MANIFESTO, Artigo 3º.


quinta-feira, 16 de abril de 2020

ONDE ANDA A HONESTIDADE?


Eu, que passei mais de 30 anos debruçado sobre processos, analisando fatos, atos e pessoas, suas personalidades, caráter, honestidade e sinceridade, na maioria das vezes para absolver ou condenar, fico perplexo diante da conduta de certas figuras de nossa política.
Os réus que interroguei e condenei sempre mantinham alguma dignidade. Mentiam, claro, mas apenas o estritamente necessário para tentar livrar a cara, certamente instruídos por advogados que os esclareciam que omitir a verdade, no Brasil, é um meio de defesa legal.
Os réus dos processos que julguei sabiam quando mentiam e sabiam que eu sabia. Tinham consciência de que haviam praticado crimes e muitas vezes nos seus semblantes podia se vislumbrar um certo resquício de arrependimento.
Mas figuras como Rodrigo Maia, Algolúgubre, Frota, Dória, Witzell, alguns ministros do STF e outros políticos sabem que mentem para os brasileiros, sabem que são falsos e mal intencionados. Têm que saber! Cada um sabe o que é! A consciência é algo que não se extingue, apenas pode ser mascarada.
Será que mesmo assim eles acreditam que são honestos? E que acreditamos neles? 

MEU MANIFESTO, A CONTA-GOTAS. Artigos 1º e 2º


Como o Manifesto que lancei aqui esses dias, e compartilhei no Facebook, não teve muito sucesso nem repercussão, passo a republicá-lo aos poucos, um ou dois artigos por dia.

Talvez, assim, ele não canse quem lê e possibilite a análise mais específica de parágrafo a parágrafo. Pode ser que quem não concordou com o todo, possa concordar com um ou outro.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

NEGÓCIO DA CHINA? JÁ ERA!


Desconfio de tudo o que vem da China. Comprei, há tempo, dois aparelhinhos de lá que se revelaram belas porcarias e parei. Mas ano passado as Lojas Casteni Brasil puseram no Face um anúncio de um ralador de queijo. Entrei no site e comprei, em 25/09/2019. Em 02/10/2019, ao consultar o Correios Tracking Number e perceber que o produto vinha da China, cancelei o pedido.
Não cancelaram. Enrolando educada e roboticamente insistiram que eu esperasse o produto e então o recusasse ou iniciasse o processo de devolução. E o tempo passando e eles com o meu pobre dinheirinho – trabalhando com ele e lucrando – e eu com peças e mais peças de queijo acumulando aqui em casa sem poder ralar (rs).
Um dia (17/01/2020) não é que o ralador chegou? Quatro meses e quinze dias após o pedido e o pagamento. Ou 135 dias, como queiram. Foi recusado e o negócio desfeito.
É irritante a deslealdade de empresas que vendem on line sem dizer, na página inicial, a origem dos produtos (China ou outro país) e a demora na entrega. Deveria ser automático, é lógico.
Elas deveriam informar também seu endereço físico e CNPJ, para o caso de se ter que usar a via judicial para solução de problemas. Mas lei, para isto, não há no Brasil, e se há é pomposamente ignorada.
Mas você, para abrir conta nessas vendedoras, tem que informar todos os seus dados: nome, endereço, telefone, e-mail, cpf, sexo, cor, credo, data de nascimento, peso, altura, envergadura, cor dos olhos, tamanho do nariz... – estou exagerando, mas é por aí.

TOFOLLI, O ARAUTO DO CAOS


BECO SEM SAÍDA


terça-feira, 14 de abril de 2020

ROSA LUXEMBURGO E LENIN

Rosa Luxemburgo é talvez a mulher mais destacada no Comunismo Internacional. Nascida na Polônia, adquiriu a cidadania alemã e na Alemanha viveu grande parte de sua vida revolucionária. Foi várias vezes presa e finalmente morta em Berlim, em 15/01/1919. Recebeu a alcunha de "Rosa sangrenta" em razão de sua atividade agitadora. Filósofa e professora, defendeu a Teoria Marxista e apoiou inicialmente Lenin, o que não impediu que o criticasse quando ele assumiu o poder e instituiu suas teorias pessoais com mão de ferro:
Ditadura de um "Conventículo" ou do proletariado? Eis o que escrevia Rosa Luxemburgo após um ano de ditadura de Lenin: "Sem eleições gerais, sem liberdade de imprensa e de reunião, sem livre luta de opiniões, extingue-se a vida de qualquer instituição pública, chega-se a uma vida aparente, na qual apenas a burocracia permanece um elemento ativo. A vida pública adormece lentamente; algumas dezenas de chefes de partido, de inesgotável energia e ilimitado idealismo, dirigem e governam; na realidade, entre eles, apenas uma dezena de excelentes cabeças governam. Uma elite da classe trabalhadora é, de vez em quando, convocada às reuniões para aplaudir os discursos do Chefe e aprovar unanimemente resoluções já tomadas. Trata-se, na prática, do governo de um 'conventículo', uma ditadura, sim, mas não a do proletariado, e sim, de um punhado de políticos, isto é, a ditadura no sentido burguês, jacobina" (revista Der Spiegel, nº 16, 1970)” – transcrito em Pró e Contra, Lenin, o Julgamento da História, Edições Melhoramentos, 1975, pág. 117).

sábado, 11 de abril de 2020

CUIDADO COM OS HERDEIROS DO CAMALULÃO


Não pensem que eles vão desistir. Eles querem dominar o mundo e implantar seu regime de igualdade rasteira, dizendo seguir a doutrina de Marx. Na verdade, poucos entendem essa doutrina e Lenin, o primeiro que conseguiu subjugar uma nação sob o Comunismo, foi o primeiro também a abandonar princípios marxistas.
Ele interpretava Marx conforme seus interesses. Aliás, ele interpretava tudo de acordo com seus interesses. Não tolerava acordos, a não ser que fosse mantido por cima. Impôs o radical Bolchevismo contra uma maioria de mais moderados menchevistas, sociais revolucionários, cadetes e mesmo contra a Duma, que assumiu o governo após a queda do czar. Através do terror que, aliás, é marca registrada do Comunismo.
Mais do que por qualquer outro motivo, eu saúdo e bendigo a eleição de Bolsonaro. Ela brecou interesses comunistas de um bandido – condenado é bandido – e dissimulado como Lula em implantar no Brasil um regime nos moldes do cubano, conforme entrevistas e colóquios com seus cupinchas. Há vídeos na Internet, é só pesquisar.
Mas no Governo, incapaz em tudo, defendia a moderação e a justiça social, sem repetir a conversa rancorosa de suas pregações não oficiais.
A eleição de Bolsonaro serviu para que encarássemos a esquerdalha. Esta é a consequência mais positiva que a eleição nos trouxe. Perdemos o temor reverencial de criticar a Esquerda que, durante anos a fio, nos impôs, aos poucos, conceitos que olhávamos desconfiados, mas que, sob aparência simpática, não tínhamos coragem de rebater. Como esse exagero de falsas convicções abrigadas sob o manto extenso e capcioso do “politicamente correto”.
Mas não podemos nos esquecer: eles não vão desistir. Podem mudar de cores, como o camaleão, “com a cabeça dizendo sim, com o rabinho dizendo não”, mas não vão desistir. Todo cuidado é pouco! 

sexta-feira, 10 de abril de 2020

MANIFESTO ISOLADO DE UM VELHO ISOLADO.



Eu, Ilton Carlos Dellandréa, brasileiro aposentado com 68 anos de idade, envio este Manifesto a todos os administradores e governantes brasileiros, que não são idosos e que por isto têm muito o que aprender antes de ficar por aí jogando bosta no ventilador.


Não parece lógico que a humanidade não nasceu para viver confinada?
Não parece lógico que o confinamento de velhinhos lhes faz mais mal do que bem?
Não parece lógico que alguém com 60 ou 70 anos hoje não é necessariamente um inválido e que trancafiá-lo em casas ou apartamentos – principalmente em apartamentos – pode dificultar-lhes a mobilidade física e motora, tornando-o alguém com expectativa de mera vida vegetativa?
Não parece lógico supor que nenhum velhinho sairá deliberadamente à rua para contaminar ou para ser contaminado, porque têm discernimento do que é correto e do que é errado, do que é bom e do que é ruim, do que é certo e do que é incerto?
Não parece lógico que os velhinhos são, na grande maioria, avós que querem ver netos que moram longe, conviver com eles o máximo possível, abraçá-los, contar-lhes histórias e brincar?
Não parece lógico que idosos não podem se dar ao luxo de esperar demais por que a vida que têm à frente é bem menor do que a que já deixaram para trás, queiram ou não?
Não parece lógico que homens e mulheres que enfrentaram a vida dando duro, trabalhando, lutando, suando, pretendem continuar a vivê-la sem ter que se acovardar e se humilhar, pois não se acovardaram diante de outros perigos, até mais graves, antes?
Não parece lógico que a experiência adquirida ao longo de tantos anos permite aos idosos usarem mecanismos de defesa adequados para sua proteção, sem o bedelho estatal? Velhice não é sinônimo de idiotice.
Não parece lógico que os idosos pensam e sabem pensar melhor do que a maioria de vocês, políticos, que só pensam em eleições e dividendos eleitorais?
Não parece lógico que vocês só fazem jogo de cena, lutam com o imponderável e não nos dão perspectivas nenhuma, a não ser o empirismo agourento das bruxas medievais? Vocês são piores que o coronavírus.
Não parece lógico que corremos o risco de uma onda de suicídios, em futuro próximo, daqueles que vão quebrar, financeira e psicologicamente, mesmo entre os idosos?
Não parece lógico que o confinamento obrigatório de quem não comete crime fulmina o livre arbítrio e o direito de ir e vir do cidadão de qualquer idade?
Não parece lógico que ninguém gosta de ser tutelado – adolescente, adulto ou idoso – como se fosse mentalmente incapaz ou retardado?
Não parece lógico perceber que o culpado é o bandido mas que quem vai preso é o mocinho, mesmo que seja um mocinho velho?
Não parece lógico que sabemos pensar, temos discernimento suficiente, e não precisamos de ninguém que pense por nós, para o bem ou para o mal? É canalha esse pensamento de que velho tem que ser tutelado só por ser velho. Esse mundo em que vocês vivem foi criado por nós. Mas nós não criamos o coronavírus.
Não parece lógico que estamos condenados a viver confinados até o fim de nossas vidas? Qual a perspectiva de extirpação do coronavírus do mundo? Vocês são estúpidos o suficiente para não saber responder.
Não parece lógico que se restar um só contaminado o ciclo todo poderá recomeçar? E nós? Sadios, até onde permitem nossas condições, sem o vírus, mas isolados da sociedade como se fôssemos os leprosos de até meados do século XX no Brasil. 
Não parece lógico que velhinhos como eu, se a situação se agravar, vão procurar a Justiça e requerer um salvo-conduto para poder sair de casa, com todos os cuidados necessários? Correndo o risco que tiver que correr porque a vida, afinal, é uma sequência de riscos e fugir deles é a covardia de quase não viver.
Morrer? Morrer é a única certeza que todos temos. Quando nascemos, já começamos a morrer. Vocês também vão morrer; ou pensam que são eternos? Na verdade os velhinhos temos mais medo de morrer do que do coronavírus. E foi por aí que vocês nos pegaram. Mas não somos covardes! A covardia é mais de vocês do que nossa. Vocês é que têm medo do futuro. Principalmente de seus futuros políticos.
O que nos resta de vida é o que de mais importante temos hoje. E não podemos nos dar ao luxo de vê-la passar pela janela. Vocês vão nos devolver o tempo perdido? Não. Vocês estão perdidos no tempo.

Enfim, senhores mais novos que comandam os nossos destinos: se essas restrições que vocês estão nos impondo é para nos garantir a imortalidade física aqui na Terra, tudo bem! Se não, vão à merda!


Não parece lógico?


UM MAGISTRAL EXEMPLO DE DESONESTIDADE


Foi Gilmar Mendes quem advertiu o presidente Bolsonaro sobre a possível exoneração de Mandetta. Mantenho o que disse dia 07, quando ainda ignorava o autor: sua atitude “é o suprassumo da desonestidade de um magistrado”.
Nunca vi, na minha vida nos tribunais, algum juiz, desembargador ou ministro agir dessa forma. Particularmente julguei ações contra prefeitos e políticos, mas eles só tomaram conhecimento de minhas sentenças depois de publicadas, como determina a Lei. Sem dicas anteriores nem comentários posteriores.
Se, em qualquer dos casos que julguei, tivesse advertido antes uma autoridade, teria que me declarar suspeito de julgar o processo. Além de legal, essa necessidade é Ética, Lógica e Moral. Gilmar Mendes não tem pejo de advertir e depois julgar a favor da parte contrária, ou a seu favor.
Isto depõe contra a confiabilidade da Justiça como um todo. Se um magistrado, ainda mais do Supremo, vem a público e com desenvoltura critica e adverte qualquer autoridade, está extrapolando do seu direito de manifestação. Os poderes são três e ao Judiciário não compete se imiscuir em assuntos políticos que possam derivar em processos ou promiscuir-se com quem poderá vir a ser processado e julgado pelo magistrado que o critica.
Os artigos de lei transcritos não referem, especificamente, o assunto. Mas para um bom e honesto intérprete está mais claro que o sol do meio dia num céu sem nuvens. Desde que não se limite exclusivamente à estúpida interpretação gramatical da Lei.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

CLOROQUINA: O DOENTE É O QUE MENOS IMPORTA


Não sei por que criaram tanto caso quanto ao uso da tal da cloroquina no combate ao Covid-19. Certamente um Ministro da Saúde não tem autoridade geral de proibir o uso de qualquer droga aprovada pela Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, pois suas orientações, ou resoluções, ou indicações não têm força de lei.
Sendo um remédio antigo, de mais de 50 anos, qualquer médico consciente e consciencioso, acreditando na eficácia do mesmo, certamente o receitaria a um paciente sob seus cuidados sem que por isto pudesse sofrer qualquer punição.
Ainda não chegamos ao ponto de congregar na mão de uma só pessoa, ainda que Ministro da Saúde, um poder decisório que se sobreponha ao convencimento e liberdade de um facultativo que, diante do caso concreto, acredita na eficácia do medicamento e detém sobre ele conhecimento científico – que o Ministro Mandetta demonstrou não ter.
Enfim, tudo se resumiu a discussões de cunho ideológico e político onde quem pode mais chora menos na busca de dividendos eleitorais. O doente é o que menos importa. Mandetta capitulou e Dória – o mais mentiroso político brasileiro de todos os tempos – parece que quis atrair as graças de tê-lo convencido, mas foi desmentido.

quarta-feira, 8 de abril de 2020

LÁ ERA O COMUNAVIRUS


O pior de todos os que já se abateram sobre a humanidade


Parte de depoimento de uma mulher que sofreu na holodomor, genocídio que a URSS, comandada por Stalin, perpetrou na Ucrânia, principalmente em 1932/1933.
Transcrito no livro identificado na imagem.



O CANIBALISMO NA IMPLANTAÇÃO DO COMUNISMO CHINÊS

A implantação do Comunismo na China, encabeçada por Mao Tsé-Tung, foi um dos processos mais sanguinários da história da humanidade.
Aqui, trecho do livro “Mao – A História Desconhecida”, que refere episódios de canibalismo na província de Wuxuan.
Não consta que os dirigentes chineses tenham pedido perdão a seus compatriotas pelos milhões de mortos – há quem afirme que o número chegou a 62 milhões – nessa verdadeira guerra de irmãos contra irmãos.

Quem se interessar por detalhes mais mórbidos desses episódios, é só clicar aqui.

CORONAVÍRUS TAMBÉM É ANISTIA


terça-feira, 7 de abril de 2020

MINISTRO DO STF ADVERTE BOLSONARO

Pelo que se pode ler da matéria (aqui), Bolsonaro se atemorizou face a possível “forte reação” no Congresso e no STF, “que podem conter medidas adotadas pelo governo”.
Nesta bandalheira, até um ministro do STF “com trânsito no governo” se manifestou contra. A imprensa, que é covarde, não o nominou.
O ministro “disse que, embora seja uma prerrogativa do presidente nomear e substituir os integrantes do primeiro escalão, não haveria razão para a substituição a fim de mudar a política de isolamento social do Ministério da Saúde, alinhada com o que é preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS)”.
Quer dizer, antecipou seu voto caso houvesse a demissão e alguém a questionasse perante o STF.
Quando um ministro do Supremo, que deveria ficar bem quietinho no seu canto sem antecipar opinião, vem a público fazer este tipo de advertência ameaçadora a um presidente da república, é porque estão maliciosamente confundindo as competências dos três podres poderes.
É o suprassumo da desonestidade de um magistrado.

MAQUINHAS, MAQUININHAS OU MACAQUICES DE JORNAL?

O Correio Braziliense, confiante na sua infalibilidade e perfeição, fez uma brincadeira de mau gosto e desnecessária com o General Heleno, que chamara o Covid-19 de Covid-21. Um equívoco absolutamente compreensível, dito ao vivo, por quem está lidando continuamente com esse assunto e pode se equivocar sem problemas.
Mas o mesmo Correio, em publicação na internet, contando com redator preocupado só com a matéria e, certamente, com revisores, lançou a seguinte manchete: “Banco Central estuda liberar crédito por ‘maquinhas’ de cartão”. Isto, para um órgão de imprensa, é imperdoável.
Fica a dúvida: o Correio quis dizer "maquininhas" (o que acho provável) ou que o Banco Central vai liberar créditos através de "pequenas macas"? 


ESTAMOS NOS TORNANDO "ELES"

O blog Jus Sperniandi, que mantive entre 2004 e 2009, visava inicialmente assuntos agradáveis e fugir de assuntos comuns na época. Eu queria fazer sorrir!
Mas logo Lula começou com besteiras e não resisti. Procurando ser sempre bem humorado, parti para a crítica política, mais especificamente a seu governo e a seu espetáculo diário de bufonaria. Procurei nunca ofender ninguém, como faço até hoje, mas perdi amigos com isto. Até um irmão meu deixou de ler o blog e quando perguntei a razão respondeu que eu atacava muito o Lula. Só então descobri que ele era (e é) petista e considera o petismo uma religião. Bom prá ele! Eu nunca votei no PT e nunca votarei em partido da Esquerda.
Até por isto votei no Bolsonaro. Por falta de opção melhor. E defendo sua permanência no poder porque ele foi eleito legitimamente pelo povo. Se surgir um motivo substancial para impeachment, me reservo o direito de analisar as coisas com mais acuidade. Mas isto é difícil de ocorrer. Seu comportamento, por ora, é republicano.
Mas foi só escrever, esses dias, que Bolsonaro fala demais, que recebi críticas oriundas de quem me leu mas não me entendeu. No mesmo estilo das críticas que recebia dos petistas ao tempo do blog, que muitos liam e também não entendiam. Ou não queriam entender.
Acho que estamos nos tornando “eles” muito depressa. 

sexta-feira, 3 de abril de 2020

A ESQUERDA SEMPRE FOI MESQUINHA E CHATA


O pai de Lenin, Ilia Nikolayevich Ulianóv, foi um inspetor escolar e recebeu o título de nobre hereditário por sua vida dedicada ao Estado e à Educação. Amealhou certa fortuna e pôde dar aos filhos o que muitos pais não tinham condições de oferecer na época.
Ele morreu em 1886. Quando o irmão mais velho de Lenin, Alexander, foi executado em 1887 por atentar contra a vida do czar, a viúva Maria Alexandrovna Ulianova (em solteira, Blank), mudou-se para a cidade de Samara. Lá o jovem Lenin recebia amigos e colegas para reuniões políticas.
Os amigos de Vladimir Ilitch [Lenin] não se sentiam muito bem na confortável e burguesíssima casa de Maria Alexandrovna. Um de seus amigos conta que: "Cada um de nós tinha uma reação diferente diante da toalha muito branca da casa dos Ulianovs. Eu ficava horrorizado, Skliarenko odiava-a; Jasneva, com toda a naturalidade, procurava sempre uma oportunidade para sujá-la de geleia" (A. Beliakov, Juventude de um Chefe, Memórias dum Contemporâneo, Moscou, 1960)” – transcrito em Pró e Contra, Lenin, o Julgamento da História, Edições Melhoramentos, 1975, pág. 14).
Que tipo de discernimento leva alguém a sentir-se “horrorizado”, “odiar” e até, de propósito, sujar de geleia uma toalha branca de mesa de uma nobre e refinada senhora, mãe de um amigo, só por considerá-la (a toalha)  um objeto burguês? 

FECHA A BOCA, BOLSONARO


A ESQUERDA SEMPRE FOI CANALHA


A calúnia, a difamação e a injúria utilizadas pela Esquerda no mundo todo, também no Brasil, não é fenômeno recente. Lenin já usava delas com desenvoltura e frieza. O que importava era colocar o proletariado no poder, mesmo açoitando a verdade e o respeito a pessoas e instituições.
Durante uma reunião da Internacional, surpreendeu-me a mania de Lenin acusar de traição, desonestidade, corrupção, pessoas obviamente honestas e desinteressadas. Pedi a Lenin que me explicasse o fato e ele, embora aborrecido, disse-me que para conquistar o poder era necessário utilizar todos os meios. ‘Até quando são desonestos?’, perguntei. ‘Tudo o que se faz pela causa proletária é honesto’, respondeu Lenin num tom impaciente, apressando-se a sair".
(Angélica Balabanof, “Lenin Visto de Perto”, Editores Reunidos, 1959)” – transcrito em Pró e Contra – Lenin, o Julgamento da História, Edições Melhoramentos, 1975, pág. 69/70 – capa acima).

quarta-feira, 1 de abril de 2020

VER A VIDA PELA JANELA

Há uns dois anos eu vinha de Blumenau – quando farei isto novamente? – e próximo a Apiúna parei numa tenda para comprar um balaio. O vendedor, um senhor já de certa idade, me fez propaganda de todos, mas especialmente em relação a um, ele disse:
– Esse aqui o senhor pode levar sossegado que ele dura uns 40 ou 50 anos.
– Mas daí eu vou ter que deixar de herança! – respondi, brincando.
Nós rimos e comprei o balaio.
Isto para dizer que na vida de alguém avançado na idade, 40 ou 50 anos é um tempo inalcançável. O tempo que me resta pela frente é bem menor do que aquele que deixei para trás. E que por isto tenho ânsias, pressas e vontades de ver meus netos, brincar com eles, deixar eles me fazerem de gato e sapato até onde eu aguentar; de viajar novamente para a Alemanha, principalmente agora, diante da perspectiva de que lá há uma netinha a caminho – e corro o risco de nunca mais pode fazer isto.
Porque o importante é ficar em casa, em casa. Parece que nem ao quintal podemos ir. Impedem-nos até de nos imunizar pelo contágio. Eu preferiria me contaminar, me curar e voejar por aí. Sei! Sou do grupo de risco. Mas a vida é risco. A vida não é feita para o exercício de covardias.
Não quero ver o resto da minha vida simplesmente passando pela janela.