segunda-feira, 2 de janeiro de 2023
domingo, 1 de janeiro de 2023
sexta-feira, 30 de dezembro de 2022
A DIREITA É COVARDE
A
Direita pavlovianamente condicionada não tem coragem de lutar a fundo pelos
seus interesses e posições. O Lulismo, por sua vez, vocifera, ataca, acusa e
consegue sugestionar a Direita.
Se um
conservador defende a impossibilidade de assunção ao cargo de um presidente
desonesto, condenado e nunca absolvido, os lulistas gritam “golpe” e a Direita oficial
recolhe o rabo entre as pernas e abandona a luta. Assim é nesta nossa tão fustigada
América Latina.
Ortega
e Maduro são presidentes de seus países. Quem deixou isto acontecer? Não há
ninguém com coragem de depô-los e eleger outros, honestos? Não. A Direita foi
condicionada a respeitar o Estado e a sociedade e prefere acomodar-se a
provocar confusão. Prefere acampar às portas dos quartéis, jurando paz e amor, enquanto
os esquerdopatas vociferam ao redor aos berros de “golpe, golpe”, mesmo sabendo
que golpe não há: os manifestantes não têm condições de forçar suas ideias; e o
Judiciário e as Forças Armadas concorrem para a eleição e posse de presidentes
desonestos e ladrões. SOS a quem? Pergunte à Esquerda.
Na
Rússia, a revolução comunista foi sangrenta. Czares – e familiares infantes –
foram assassinados, atentados foram cometidos, violência e terror foram largamente
usados, companheiros foram traídos e executados, até que os bolcheviques assumiram
e dominaram a URSS por setenta anos. Golpes? Pergunte pra Esquerda. Os expurgos
de Stalin e sua atuação contra a Ucrânia mataram mais de cinco milhões de
pessoas. Genocídio? Pergunte pra Esquerda.
Lula
vai tomar posse no domingo, dia 1º. Como pode isto acontecer? Quem deixou isto
acontecer? Por que a Direita não se impôs? Por que os gritos de “golpe” foram
mais fortes e predominantes do que a luta da Direita? Por que a Direita não
impôs sua vontade de apurar irregularidades, que todos sabemos que há, da urna
eletrônica? Então deixemos pairar para a sempre sobre nós a suspeita de uma
eleição nula sem declaração de nulidade.
SOS
a quem?
terça-feira, 27 de dezembro de 2022
sexta-feira, 23 de dezembro de 2022
NOVAMENTE
Alexandre
de Moraes atacou novamente e com fúria. Ele não sabe controlar sua ira. Aplicou
mais uma multa ao deputado Daniel Silveira de 2,6 milhões de reais. O total
chega a 4,3 milhões. “Você sabe com quem está falando?”
Essa
é a forma mais mesquinha e odiável de interferir na vida de um cidadão, mesmo
que sob o manto – neste caso, negro – da Justiça. A multa inviabiliza o futuro
de Daniel Silveira e de sua família. O primeiro pecado, então, é que a pena se
estende além da pessoa do acusado, refletindo sobre seus familiares, embora não
diretamente. E isto é vedado constitucionalmente. Mas quem se importa? Pimenta
nos “óio” dos outros é refresco.
Desconheço
as condições financeiras do apenado mas sei que o valor da multa é abusivamente
elevado e, se ele for obrigado a pagar (espero que alguém no STF tenha
honestidade suficiente para revogá-la, se provocado; mas é difícil) o será com
imenso sacrifício e dano. A maioria dos brasileiros não pode pagar essa quantia
sem entrar em insolvência.
Mas
quando a ira alimenta as mentes que têm o poder de castigar as penas podem ser
as mais estapafúrdias e ilógicas possíveis. Desde 1968 nas lides forenses,
nunca vi sanha tão desarrazoada quanto a de Alexandre de Moraes na fixação de
multas com base na lei... Espera aí, que lei? É uma interpretação que só pode
estar baseada na ira, porque no Direito certamente não está.
Moraes
tem sua própria raivosa Constituição. Cometeu um livro a respeito, que está
esgotado nas livrarias (esgotado ou retirado das prateleiras?). Há disponível
e-book no valor de R$ 217,00. Não vou comprar. Não quero desaprender e é muito
arriscado. E se se referir apenas à Constituição Espanhola?
quinta-feira, 22 de dezembro de 2022
DIAS RUINS NOS AGUARDAM
Você pensa que o Brasil vai melhorar apesar do Lula,
considerando que a direita elegeu a maioria dos congressistas? Não se iluda.
Lula vai subir a rampa e jogar o Brasil rampa abaixo. E o Parlamento vai
ajudá-lo – já está ajudando sem nenhuma vergonha – para que ele possa pelo
menos alegar que dividiu responsabilidades.
O Tarcísio, queridinho das hostes bolsonaristas radicais e cotado há muito tempo para presidente, já demonstrou que vai se desviar. Nunca foi bolsonarista de raiz e libou garbosamente com Alexandre de Moraes (aqui) e abraçou-se com o Barroso, dizendo que ele é “preparadíssimo” e um homem “razoável”. Aproximou-se logo dos dois algozes da nossa Democracia. Que oficialmente participasse da mesma mesa, ou até cadeira, com ambos, tudo bem. Mas não precisava ter-se oferecido tão apaixonadamente.
Você percebe como os maiores ladrões da república estão
voltando como se nada tivesse acontecido? De soiteira na mão? Até Mercadante,
que na época do petrolão saiu de fininho pois estaria comprometido até o nariz.
Os últimos quatro anos expurgaram os crimes que cometeram e os transformaram em
homens probos e de reputação ilibada?
Que nada! Suas mentes e almas passaram pelos caldeirões
da justiça medieval de nosso STF, cujas bruxas e bruxos lhes aplicaram poções
mágicas que limparam suas bundas, mas esqueceram das caras, que continuam as
mesmas, asquerosas e desonestas.
O STF sinalizou sua disposição de substituir o Congresso,
caso esse não colabore. Lewandowski se mancomunou com Rodrigo Pacheco para uma
decisão agradável a todos em relação ao orçamento secreto e Gilmar Mendes,
pressurosamente, arrombou o teto de gastos e excluiu dele o Bolsa Família.
Mas a voracidade lulista é desmesurada e a PEC do Estouro
está aprovada, ainda que com uma simbólica redução, e não se sabe – mas se pode
antever – o que Lula et caterva vai fazer com toda essa grana. Deus nos
proteja.
sábado, 17 de dezembro de 2022
A MARACUTAIA VOLTOU
A
maracutaia voltou. O chefe da quadrilha ainda não assumiu e já assalta os
cofres do Tesouro, e os nossos bolsos, com invejável desenvoltura. Parece estar
danado pelos anos perdidos e quer recuperar o que deixou de devorar.
Conta
com o apoio descarado dos congressistas que no apagar das luzes de sua
legislatura, sem qualquer resquício de Ética, aprovam o endividamento do Estado
para anos que ainda não chegaram.
Os maiores
ladrões da república voltam como se nada tivesse acontecido. As múmias ocultas sedentas de poder, também, mas nem
todas se sentem confortáveis. Armínio Fraga confessou estar com medo. Tasso
Jereissati, que apoiou Lula no segundo turno, chamou-o, ainda que indiretamente,
de burro. Faz um “L”, Armínio. Faz um “L”, Jereissati.
A
maioria dos capachos lulistas está satisfeita e orgulhosa. Há muitos
ministérios a criar para aboletar a companheirada. A gente paga!
Nossos
congressistas são volúveis e aéticos e se sentem miseravelmente atraídos por
uma coisa chamada “mensalão”, introduzida no Brasil por FHC e aprimorada por
Lula. Isto explica a boa vontade parlamentar de votar uma PEC de afogadilho,
castrando prazos de dois dias para duas horas e aglutinando duas PECs para
acelerar a maracutaia.
A PEC,
Proposta de Emenda Constitucional, nasceu para conservar a essência original da
Constituição, para defendê-la de casuísmos e de mudanças levianas, para
preservá-la de políticos mal intencionados, mas deteriorou-se rapidamente pela
ação entre amigos do lulismo.
Além
disto, na calada da noite, a Câmara aprovou alteração na Lei das Estatais, reduzindo
de três anos para 30 dias a quarentena que dirigentes partidários e
parlamentares devem observar para assumir a direção em estatais ou agências
reguladoras. A regra visa livrar tais empresas da politicagem danosa de
políticos fisiológicos como Mercadante e assemelhados. A medida está no Senado
e se for aprovada abrirá as porteiras do Brasil para a escumalha lulista.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2022
A LUA DE MEL DE LULA VAI CONTINUAR
Em 20/02/2008 publiquei no blog
que mantinha no Uol um texto com o título CADA BEBÊ-CHORÃO COM SUA CHUPETA, com
base em matéria publicada então no Jornal Zero Hora, de Porto Alegre, cuja
parte inicial transcrevo:
“Cada bebê chorão pede o consolo
que lhe acalma. A maioria quer chupeta, outros, mais crescidinhos saem cantando
“mamãe eu quero mamar”, por aí. Lula, nas suas crises de neurastenia,
choraminga: “Eu quero viajar”.
Vocês podem pensar que isto é
fruto de má vontade para com ele. Não é não. A frase foi ouvida, na época da
derrubada da CPMF, no gabinete presidencial pelo ministro da Educação, Fernando
Haddad.
Se invento coisas é respaldado em
Zero Hora que destacou que esta era uma frase freqüente nos momentos de disputa
eleitoral ou de crise no primeiro mandato (edição de 19/01/2008, página 19,
título: “Deixa o homem viajar”).
Pois impedir quem há de? A chupeta
de Lula é gratuita para ele. Somos nós quem pagamos e muito e muito através dos
cartões corporativos”.
Pois é bom estarmos preparados.
Lula já anunciou no twitter, com a sua fanfarrice habitual, que vai retomar
suas viagens pelo mundo inteiro para que o Brasil “recupere seu prestígio
internacional”. Sabemos que essas viagens são qualificadas pelas ações inconvenientes
de Lula. Será que vai recuperar o título de campeão mundial das gafes
internacionais? Dizem que o ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores,
tinha crises diarreicas quando Lula viajava para o exterior.
Agora, em lua-de-mel com a Janja,
o número de viagens vai quadruplicar.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2022
CABELO BOM, CABEÇA RUIM
Passei a noite chorando por causa da
seleção brasileira. Não por sua campanha, que foi morna, sem criatividade e
culminou num categórico fiasco. Jornalistas globais e de outros órgãos de
imprensa consideravam o Brasil franco favorito. Alguns diziam abertamente que
se sagraria campeão. Mas em Taió todo mundo sabe que “não se deve contar com
ovo no fiofó da galinha”.
Minha tristeza decorreu da
impossibilidade de acompanhar o patético e também sem criatividade desfile de
cortes de cabelo dos nossos atletas quase heróis. Estava esperando que um deles
me agradasse o suficiente para usá-lo. Mas não deu! Não me senti inspirado o
suficiente, embora reconheça que isto seria muito difícil porque minha
cobertura está irremediavelmente danificada pela ação do temporal que é o
tempo.
Não adianta enfeitar o cocuruto se os neurônios
são escassos. Futebol se joga com os pés, mas se a cabeça não ajuda lá se vão os
pés pelas mãos. Se brilhassem por dentro como brilham por fora, seríamos
campeões.
E o Tite, coitadinho, tão vaselina, tão
chororô, tão politicamente correto, assumiu as culpas, com o grupo. Era a única
coisa que podia fazer para escapar de críticas da imprensa oficial, assim
considerada não a governamental mas aquela que integra o consórcio imprensador
encarregado de acabar com a direita, mesmo que tenha nascido e mamado nela.
Globo à frente.
Os jogadores brasileiros esbanjam
categoria. Por isto nos proporcionaram um categórico fiasco.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2022
domingo, 4 de dezembro de 2022
SUCINTAMENTE
Na minha última postagem,
afirmei que LULA NUNCA FOI ABSOLVIDO.
Não vou chatear
ninguém citando jurisprudência e doutrina para explicar minha conclusão. É
fácil!
Que Lula foi
condenado e esteve preso, todos sabem. Até ele! O processo estava no STF para
ser julgado e o ministro Fachin, de repente, proferiu o voto que considero o
mais sujo da história do Judiciário pátrio: decidiu que a 13ª Vara de Curitiba
não era competente para o processamento da ação penal, anulou-a e determinou a
remessa para o foro do Distrito Federal. Foi acompanhado pelos seus pares, que abençoaram
a patacoada.
A estapafúrdia anulação tornou sem efeito a condenação, mas não absolveu Lula. O processo foi encaminhado para a 12ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal. Lá a Juíza Pollyanna Martins Alves decretou a prescrição da ação penal e ordenou o arquivamento.
É claro que a condenação não persiste, para nenhum efeito legal. Lula foi condenado – inclusive em segunda instância – mas o processo deixou de existir. É como se ele nunca tivesse sido processado. Mas o STF nunca julgou o mérito da ação, embora seja absolutamente previsível o que iria fazer, não fosse a joelhada do Frachin.
Mas as provas que serviram de base para a condenação existem. Estão
todas no processo arquivado. Mas por ordem legal, não podem mais ser examinadas
nem manter a condenação ou provocar absolvição.
O
termo mais adequado para essa situação é mesmo o neologismo jurídico
“descondenação” que, ao contrário do que ouvi de petistas, não é sinônimo de
absolvição.
A extinção da
punibilidade de Lula foi decretada pela prescrição da ação penal e não pela
absolvição.
segunda-feira, 28 de novembro de 2022
domingo, 27 de novembro de 2022
MINHAS EXPERIÊNCIAS COM O DIREITO,
e que alavancaram minha carreira, iniciaram quando passei
a trabalhar no Fórum de Taió, aos 16 anos de idade, em 1967. Meu primeiro
trabalho foi preencher títulos de eleitor, folhas de votação e fichas
necessárias à inscrição eleitoral na época. Frequentei Direito na UFSC e depois
advoguei em Taió. Fui membro da Junta Eleitoral nas eleições que transcorreram
até 1982, quando assumi, como Juiz, a Comarca de Iraí, no Rio Grande do Sul.
Presidi uma eleição em Iraí, duas em Novo Hamburgo e duas em Porto Alegre, a
primeira delas em 1996, na estreia nacional das urnas eletrônicas. Posso dizer,
por isto, que há 55 anos tenho familiaridade com o processo eleitoral.
Nesse
tempo todo nunca houve tanta baderna, insegurança, medos, desconfianças e más
intencionalidades quanto hoje. As autoridades eleitorais superiores, em
especial o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, são arrogantes, finórias,
tendenciosas e usurparam poderes impossíveis para erigir essa
realidade perigosa que nos tange ao abismo. A desordem está apenas começando.
Contrariando todos os princípios da Prova, Alexandre de Moraes ignora indícios; exige prova feita de fraude. Atropela os inafastáveis princípios do contraditório. Como exigir prova pré-constituída de fatos retirando da parte o direito de fazê-la no curso do processo, que é exatamente o meio legal para tanto? Pior: como é possível provar que as urnas são vulneráveis se não se pode acessá-las? Elas são inauditáveis, embora eles, finoriamente, digam que são. Finda a votação, após o Registro Digital de Voto, se irregularidade houve, não pode ser demonstrada. O sistema da urna não registra fraudes. Apenas expressa seu conteúdo. Nossas autoridades eleitorais conseguiram praticar o crime perfeito, aquele que não deixa vestígios!
E nos impõem essa realidade goela abaixo como se fôssemos crianças obrigadas a tomar óleo de rícino. Nem podemos fazer cara feia. Pior ainda: o réu é o juiz de sua absolvição, como é desonestamente aceito nessa bizarra Justiça Eleitoral, cujos princípios de prova são, acima de tudo, imorais. Como se ao maníaco do parque fosse dado o direito de prolatar as sentenças nos processos a que responde...
Mas acredito
piamente que a justiça emergirá um dia do seio de nossa vilipendiada sociedade
e se imporá com toda a força a esses farsantes disfarçados de juristas; mas que
lhes sejam assegurados os princípios do contraditório e da ampla defesa.
Atenção, senhores
ministros: isto não é ameaça nem a expressão de um desejo; não tenho a má índole
dos senhores. É apenas uma manifestação de esperança!
quinta-feira, 24 de novembro de 2022
quarta-feira, 23 de novembro de 2022
O QUE PODEMOS ESPERAR DA JUSTIÇA?
segunda-feira, 21 de novembro de 2022
AS VOZES DO DESERTO
O texto abaixo foi por mim publicado em 13/09/2006, no blog Jus Sperniandi, que mantive no UOL.
Fácil perceber que o que nele foi dito aplica-se como uma luva à realidade de hoje.
Parecem vozes do
deserto soando em vão. Os ventos não sopram ondas sonoras para o Planalto e os
que gritam aqui em baixo estão sozinhos. Os raros ecos que chegam lá encontram
ouvidos entupidos por bolores dogmáticos e fervorosos que obliteram
consciências e se impõem aos que apenas podem gritar.
A Imprensa, que bem ou
mal, é a amplificadora das grandes mazelas politiqueiras, como as do mensalão,
dos correios, dos sanguessugas e outras que não adianta relacionar porque vai
apenas esgotar os limites de caracteres do post, também parece dormente,
acalentada pelo canto de sereias, sem se animar a perseguir mais fundo o dever
de informar e divulgar denúncias. Mais interessa o fato consumado da briga de foice,
de preferência com vítimas sanguinolentas – dá mais Ibope – do que amplificar
vozes do deserto para que elas, como os caminhões de som dos candidatos que
passam pelas ruas nesta época, atormentem, ou pelo menos, obriguem a ouvir os
que não querem ouvir. Para que depois não digam que não foram alertados.
O que está ocorrendo –
ou melhor – o que não está ocorrendo com as denúncias de que a urna eletrônica
é fraudável? Ninguém dá a mínima. Domingo, no Roda Viva, o jornalista Joelmir
Betting, iniciou o que pensei fosse um questionamento ao Ministro Marco
Aurélio, presidente do TSE, sobre o assunto. Pura esperança! Além de não
questioná-lo partiu do pressuposto de que ela é infalível para indagar sobre
seu uso futuro.
Parece que todos os
setores da sociedade brasileira se uniram num conluio perverso e universal para
evitar um problema crucial e deixaram de lado os poucos que berram. Será que
esses poucos são loucos conspiradores e inimigos do Estado e do sistema
eleitoral? Será que o livro dos doutores Brunazo e Cortiz (Fraudes
e Defesas no Voto Eletrônico) é apenas um panfleto mal intencionado,
que visa gratuitamente desacreditar a instituição dogmática e fechada(?) da
ungida urna eletrônica? E o Voto Seguro, é igualmente apenas panfletário?
Será que ninguém vai dar bola para o que escrevo aqui, não porque sou eu que
escrevo, mas porque o assunto é grave? Não interessa que seja eu, sou capaz de
andar troteando para demonstrar que sou burro, mas o que estou dizendo não é
fruto de imaginação. Já vi muitos burros terem lampejos instintivos de absoluta
lucidez e muitos inteligentes fazerem besteiras com galhardia acreditando-se
gênios.
Ninguém está pedindo
que as urnas eletrônicas sejam dispensadas. Apenas que nos dêem a certeza de
que o candidato cujo número digitaremos nelas seja exatamente aquele que
receberá nosso voto. É pedir demais?
O computador, quando
surgiu, era confiável. Poucos admitiam a possibilidade de o “cérebro
eletrônico” errar e era louco quem ousava desacreditá-lo – eu era programador
quando os primeiros computadores, aqueles enormes mainframes, chegavam ao
Brasil e o da Telesc, em Santa Catarina, da Burroughs, era um dos mais modernos
da época. Dizia-se que não fora escolhido um IBM, mais sólido no mercado, por
que esta empresa mantinha uma rede de espionagem mundial através de seus
computadores.
Quem, ao se iniciar no
mundo computadorizado, acreditava que podia ser vítima de hackers, de vírus, de
espiões e de bugs? Eu não. Mas eles estão aí. São uma realidade apenas menos
visíveis que os programas legais.
Os senhores do Planalto
passam por uma fase de deslumbramento com a urna eletrônica e não admitem que
ela possa ser mal utilizada. É um dogma eleitoral e só loucos procuram destruir
dogmas. Galileu, Freud e Darwin? Loucos! Apenas loucos porque destruíram mitos
e dogmas.
A urna eletrônica foi
parida de repente, sem a segurança das coisas que nascem pequenas e aos poucos
vão se consolidando com firmeza, é o Sol que gira ao redor da Eleição, é a
ausência do inconsciente e do subconsciente eleitoral.
Quando os gênios do
Planalto, hoje de olhos e ouvidos fechados,
atinarem para essas verdades muita injustiça terá sido cometida. Talvez
seja tarde.
sábado, 19 de novembro de 2022
O REGAÇO DE DONA JUSTA É GENEROSO
O texto abaixo foi por mim publicado em 24/10/2005, no blog Jus Sperniandi, que mantive no UOL
Nesta balbúrdia que caracteriza o mundo hoje
provérbios se transformam e o Judiciário, sempre moderado e cauteloso ao
examinar os cinco cantos de uma sala quadrada, contraria até suas súmulas.
Súmulas, para os leigos, são uma espécie de provérbio resultante de julgados reiterados num mesmo sentido. Por exemplo: se o Tribunal firmar entendimento, após muitos julgamentos, de que a água é vinho, edita uma súmula: água, para fins de direito, é vinho, sempre que a parte o alegar no processo – por exemplo.
Palavras a mais servem para enriquecer o conceito e para mostrar que os magistrados, salvo melhor juízo, sabem lidar com elas. Às vezes o fazem com uma perfeição tão grande que, depois, nem eles mesmos entendem.
Não estou criticando o juridiquês. Ele, às vezes, é necessário e, como
já disse neste blog, no direito se usa uma linguagem mais técnica exatamente
para evitar que o leigo entenda o que o juiz e os advogados querem dizer quando
dizem alguma coisa. Porque senão ele – o leigo – iria identificar uma série de
coisas incompreensíveis que se debate e se decide no processo e se assustaria.
Por exemplo: se eu escrever, num inventário, a expressão latina de
cujus, os lidadores do Direito entenderão que quero dizer aquele que
morreu e deixou os bens que estão sendo partilhados neste processo.
Simplifica, não?
O termo processual aportuguesado é autor da herança. Mas sempre
tive muita inquietação de espírito em considerar que alguém, morrendo, possa
ser autor de alguma coisa, como se a morte fosse uma conduta ativa (acho que é
a lídima expressão da passividade). Prefiro de cujus mesmo.
Mas tudo isto para dizer que o Dirceu entendeu o recado do Ministro
Jobim no julgamento de seu mandado de segurança anterior. O Ministro Jobim
deitou e rolou num julgamento em que nem votava (a não ser se houvesse empate).
Admoestou desabridamente colegas ministros tentando conduzir, além da sessão, o
direcionamento dos votos. Uma atitude arbitrária e autoritária que, mais uma
vez, o encaminha para o CNJ – já defendi isto aqui.
Os advogados dele entenderam o recado, amado mestre. E impetraram
novamente mandado de segurança tentando barrar seu processo de cassação (aqui).
Os Maluf já levaram o deles, fruto da comiseração de um ministro que
preferiu torpedear uma súmula e criar mais instabilidade jurídica do que manter
uma regra assentada na jurisprudência.
Ao Zé Dirceu, do STF, parte um recado aflito:
– Cuidado, Dirceu. Não se abusa impunemente da Justiça. Se
continuares a impetrar mandados de segurança com tanta insistência vais acabar
ganhando algum!
sexta-feira, 18 de novembro de 2022
O ARBÍTRIO CONTINUA, COMPANHEIRO
Alexandre de Moraes continua
praticando arbitrariedades, adornando sua biografia de autoritário. Determinou o bloqueio de contas bancárias de 43 pessoas “suspeitas”, físicas e jurídicas,
estendendo no tempo a asa negra do regime de exceção instaurado com as eleições.
Subtraiu-nos violentamente o direito ao devido processo legal, ao contraditório e
à mais ampla defesa. Com isto, esses brasileiros não podem acessar dinheiro de
sua propriedade eventualmente depositados em bancos(*). É um bloqueio de vida
fincado na horripilante intransigência de pessoas detestáveis que usam do mau
arbítrio para dominar ou dar carteiraços: “sabe com quem está falando?” Ele,
regiamente remunerado, de várias fontes, vivendo de regalias e benesses, certamente
não tem ideia do que é isto. Provam-no as multas abusivas de cem mil reais por
hora que aplicou a caminhoneiros, sem critério e amparo legal, só com base
em sua própria doutrina – ou plagiada.
Na motivação diz que os fatos observados nos protestos são “potencialmente danosos” à Democracia. Isto é uma arrematada besteira: fatos “potencialmente danosos” não prejudicam nada e ninguém. Fato em potencial nem fato é. É uma expectativa de fato, incerta. É algo abstrato sujeito a condições que podem surgir ou não. A Justiça não pode julgar sobre fato futuro e incerto e nenhum ministro, muito menos Moraes e Fachin, tem o dom da antevisão. Moraes não tem “título de dívida social” líquido e exigível, pois ele mesmo admite se tratar de dano potencial, isto é, que pode ou não acontecer. Muito menos tem capacidade de entender com plenitude o que está acontecendo nas ruas. Eles vivem em Elysium.
Ele, que disse outro dia,
rebatendo o relatório sobre as urnas eletrônicas formulado pelas Forças
Armadas, que as eleições já acabaram...
Mas a legislação eleitoral, a essas alturas, é ainda aplicada; sinal que o processo das eleições ainda não terminou. Então, data máxima vênia, os protestos contra o resultado podem continuar...
Mas ele é ordinariamente contraditório – talvez se confunda com o direito ao contraditório e por isto defende a legalidade de seus atos. Não acredita nem nele mesmo.
(*) O Judiciário tem acesso à sua conta bancária. Se você
for executado o Juiz pode ordenar a penhora direta de seu dinheiro para
satisfazer a obrigação, sem notificá-lo. Mas então o seu credor tem que dispor de
um título de dívida líquida e certa (nota promissória, cheque, duplicata) para
conseguir essa penhora.
quarta-feira, 16 de novembro de 2022
DESELEIÇÃO
Exercendo,
enquanto ainda é possível, direito previsto constitucional e eleitoralmente, o
PL, partido de Bolsonaro, vai pedir a anulação das eleições de 2022 (presumo
que apenas em relação ao cargo de presidente).
Não levo muita fé na iniciativa. Sabe-se quem vai julgar: Alexandre de Moraes e sua corriola do STF. Mas é muito boa a iniciativa. Pelo menos vai mostrar a essa gente que estupidez é prerrogativa deles.
Eu sei, Facebook, que o vencedor das eleições foi declarado. Mas...
terça-feira, 15 de novembro de 2022
segunda-feira, 14 de novembro de 2022
UM DRAGÃO QUE SOLTA FOGO PELO RABO
Toffoli reapareceu. Ultimamente ofuscado pela predominância holofótica
de Alexandre de Moraes – que fez jus a tanto pela feroz atuação negativa à
frente do TSE – concedeu entrevista e, entre coisas, disse não se arrepender de
ter parido o “inquérito do fim do mundo”, assim chamado pelo ministro
aposentado Marco Aurélio Mello (Mello deve estar comemorando efusivamente por
não integrar mais a Corte. Não pelo cargo, mas pela insalubre convivência com
os caros colegas).
Toffoli não se arrependeu. Nossos ministros não têm grandeza de alma.
Estão sempre certos mesmo quando estão indiscutivelmente errados. Acho que
aprenderam com réus a negar infâmias que cometem. Arrogante, reconheceu erros
em julgados, ressalvando: “nos que fui vencido”. Humildemente! Eles são
teimosos, mas insistem em justificar-se dizendo que teimosos são os outros,
aqueles que teimam com eles. Veja aqui. Não se incomodam se passam atestados de burrice.
Já tentei analisar a natureza do “inquérito do fim do mundo” e não consegui. Chamei-o imprecisamente de procedimento porque o contexto em que ele surgiu não permite concluir se se trata de um inquérito ou de um processo ou de qualquer coisa que mereça uma denominação jurídica. Procedimento aceita tudo. Ele tem elementos de tudo e de nada. Qualifiquei-o então como “um monstrengo híbrido, um dragão que defeca pela boca e solta fogo pelo rabo”.
Em 07/07/2020 eu já dissera: “A origem é ilícita, pois Toffoli não
tinha amparo legal para deflagrar o procedimento e fez uma interpretação
capenga e mal intencionada do artigo 43 do Regimento Interno”. Veja.
Em 15/07/2022: “Atualmente a melhor conclusão a que se pode chegar nesse imbróglio é de que o ministro começou uma coisa e não sabe como terminá-la. Criou um monstro jurídico e perdeu-se na criação”. Aqui.
O que ele vai fazer agora? Nem ele sabe. Se soubesse já teria resolvido. Usar o elevado axioma jurídico “quem pariu Mateus que o embale?” Talvez. Mas não creio que tenha clarividência suficiente para interpretar tanto. A culpa é dos outros! Os ditados populares, às vezes, encerram mais verdades do que Súmulas do STF.


























